Esquerda, direita ou centro. Prefiro comunismo e capitalismo.
O
capitalismo tem várias escolas – conservadores, liberais, neoliberais. No
capitalismo vige a democracia plena.
No
comunismo há múltiplas tendências, mas, todas são antidemocráticas. Nos regimes
comunistas o adversário é inimigo: prende-se ou mata-se. Cuba é o exemplo mais
próximo. A extinta União Soviética é o mais emblemático e a Coreia do Norte é o
exemplo de como funciona a “nomenklatura” comunista.
O
Livro negro do comunismo, resultado
de pesquisas realizadas por professores e pesquisadores universitários europeus,
publicado pela Bertrand Brasil, no Rio de Janeiro, em 1999, revela uma
estatística tenebrosa. O comunismo, até 1999, tinha matado 94 milhões de
pessoas, nos seguintes países (números redondos):
- 20 milhões na União Soviética;
- 65 milhões na China;
- 1 milhão no Vietname;
- 2 milhões na Coreia do Norte;
- 2 milhões no Camboja;
- 1 milhão nos Estados Comunistas do Leste Europeu;
- 150 mil na América Latina;
- 1,7 milhões na África;
- 1,5 milhões no Afeganistão;
- 10 mil mortes "resultantes das ações do movimento
internacional comunista e de partidos comunistas fora do poder".
Passados quase vinte anos,
quantos mais foram mortos pelos ditadores comunistas?
O livro, entre outras
fontes, usou material dos arquivos da KGB e de outros, colhidos na União
Soviética. KGB era a sigla do Komitet Gosudarstvennoi Bezopasnosti ou Comitê de
Segurança do Estado da União Soviética, registrando:
- A execução de dezenas de milhares de reféns e prisioneiros e de
centenas de milhares de operários e camponeses rebeldes, entre 1918 e
1922.
- A Grande Fome Russa, que causou a morte de cinco milhões de
pessoas.
- A deportação e o extermínio dos cossacos do Rio Don, em 1920.
- O extermínio de dezenas de milhares em campos de concentração no
período entre 1918 e 1930.
- O Grande Expurgo, que acabou com a vida de 690 mil pessoas.
- A deportação dos chamados "kulaks" entre 1930 e
1932.
- O genocídio de dez milhões de ucranianos, conhecido como "Holodomor", e de dois
milhões de outros durante a fome de 1932 e 1933.
- As deportações de polacos, ucranianos, bálticos, moldavos e bessarábios, entre 1939 e 1941 e
1944 e 1945.
- A deportação dos alemães do Volga.
- A deportação dos tártaros da Crimeia, em 1943.
- A deportação dos chechenos, em 1944.
- A deportação dos inguches, em 1944.
Stalin comandou a União Soviética de 1923 a 1953. Em
seus trinta anos como ditador comunista, eliminou cerca de 60 milhões de “inimigos”
do regime, dentre os 94 milhões de executados nos 72 anos do comunismo na
extinta União Soviética.
O livro registra no regime comunista cubano, entre 1959 e 1999, dezessete
mil fuzilamentos sumários de “inimigos de Cuba”, comandados por Che Guevara e
Fidel Castro, correspondendo a 154,5 mortos por cem mil habitantes. Outras
fontes registram mais de 115 mil mortes provocadas pelo comunismo cubano, entre
1959 e 2004, data do encerramento da pesquisa. Em Cuba, assim como nos outros
regimes comunistas, só há um partido político – o Partido Comunista, que recebe
nomes variados, alguns sob a “proteção” do adjetivo “Popular”.
Nos quatro primeiros meses de governo, a ditadura comunista na
Venezuela, sob a batuta de Maduro, gerou cerca de 35% das 434 mortes nos 20
anos de ditadura militar no Brasil. Fora os que morreram de fome, na miséria, e
os exilados. O principal adversário do regime está preso. Lá tem vários partidos,
mas somente vence o partido criado por Chaves, cujo substituto é o próprio
Maduro.
No Brasil, os comunistas pregam abertamente a luta armada, incluindo alguns
dirigentes de instituições de educação superior (IES) públicas – mantidas por
todos nós, pelos tributos absurdos que os governos subtraem de todas as pessoas
físicas e jurídicas – e lideranças de partidos “nanicos”, como o Partido
Comunista Brasileiro (PCB), Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido da Causa Operária (PCO), Partido Socialismo e
Liberdade (PSOL) e Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), além do camaleônico Partido dos Trabalhadores (PT), que é comandado
da prisão. Outro “partido”, infiltrado em vários partidos políticos, o PCC (Primeiro
Comando da Capital), uma organização
criminosa, também é comandado da prisão.
Manuela D’Ávila, do PCdoB, é a candidata a vice-presidente na chapa
petista de Haddad, o representante de Lula. Manuela é comunista e participa da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), criada por
Lula e Chaves (ex-presidente da Venezuela), em 2008, em Brasília, para impor o
comunismo na Américas Latina. O seu dirigente atual é Evo Morales, presidente
“permanente” da Bolívia. A Unasul foi criada sob a máscara de “promover a integração econômica, social, cultural e política de seus
países-membros”. Com a tendência comunista, o Brasil e mais cinco países (Argentina,
Colômbia, Chile, Paraguai e Peru) abandonaram a entidade, que está à deriva.
Haddad, portanto, é um candidato comunista, pelo PT com apoio do PCdoB.
O Muro de Berlim construído na cidade de Berlim pela Alemanha Oriental (comunista)
para separar esta da Alemanha capitalista, foi derrubado em 1989. Após 72 anos, a Alemanha comunista era um
desastre, com serviços públicos piores do que os do Brasil atual, enquanto a
Alemanha capitalista era uma das cinco potências mundiais. Essa é a maior prova
de que o comunismo não gera riqueza; gera pobreza e miséria, como acontece na
Venezuela, Cuba, Coreia do Norte e como aconteceu na Alemanha Oriental. A China
comunista, sob o comando de de Mao
Tsé-Tung, líder da Revolução Chinesa, arquiteto e fundador da República “Popular”
da China, governou esse país desde a sua criação, em 1949, a até a sua morte em
1976. Quase trinta anos de uma ditadura cruel, que eliminou mais de setenta
milhões de “inimigos” do comunismo.
O adjetivo Popular – “que pertence ao povo” – é usado
por quase todos os regimes comunistas, como uma forma de ludibriar o povo. Os
regimes populares não pertencem ao povo. Nesses, o povo é usado como massa de
manobra, como acontece, por exemplo, na Venezuela. Enquanto o presidente Maduro
tem vida de nababo, o povo passa fome, mas é dominado pelo “carisma” do defunto
ou “fantasma” Chaves. Usam também o substantivo Democracia, o “governo
em que o poder é exercido pelo povo”. Novo embuste.
As eleições de 7 de outubro estão sob o domínio da
mídia impressa, televisiva e radiofônica, martelado pela mídia dominada por
interesses em mamar nas burras de reais, oferecidas pelas tetas magnânimas do
Estado, sob a forma de publicidade da Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa
Econômica e outras estatais menos votadas, meros cabides de emprego, alvo do
aparelhamento dos governos petistas (Lula/Dilma), entre 2003 e 2015.
O atentado político contra um dos candidatos – Jair Bolsonaro
– não foi esclarecido e acabará sendo arquivado. O mesmo destino que deve
encobrir o assassinato político de Michele Franco, ocorrido em 15 de março
findo, do PSOL, a vereadora mais votada – 46.502 votos – na cidade do Rio de
Janeiro.
A semana que findou foi marcada por mais uma baixaria
da mídia. A Folha de São Paulo publicou e o Jornal Nacional, da Globo, deu
ampla divulgação, faltando poucos dias paras as eleições, ampla reportagem
sobre o processo de separação do casal Bolsonaro, ocorrido há dez anos, em
segredo de Justiça, por envolver a guarda de um filho menor do casal. Deram os
detalhes mais “apimentados” do processo. Por que não fizeram o mesmo com o
poste do Lula – Haddad –, o Alkmim e o Ciro? Todos três respondem a processos
na Justiça. Não por motivo de separação da esposa, mas corrupção, lavagem de
dinheiro e formação de quadrilha. O mandante de Haddad – Lula – já está preso,
condenado a doze anos de prisão pelos crimes ora anunciados, e tem mais cinco
ou seis processos para apurar os mesmos crimes, envolvendo a prostituta relação
do ex-presidente com empresas diversas, além da Petrobras, que está sendo
apurada na Operação Lavajato. Qualquer desses candidatos – Lula/Haddad, Ciro e
Alkmim –, se eleito, esvaziará a operação Lavajato, com a participação ativa do
Supremo Tribunal Federal (STF), sob a presidência do ex-assessor de José Dirceu.
Este já está solto, embora condenado a mais de trinta anos de cadeia.
Desde que completei setenta anos de idade não mais sou
obrigado a votar. E não votei mais em nenhuma eleição. O meu voto em Lula, na
sua primeira eleição, foi corrompido com o “mensalão”. Depois dos setenta o
voto é um direito, que é exercido se o eleitor quiser. E eu não quero. Infelizmente,
o Brasil está entregue, em todos os Poderes da República, à sanha de políticos
que envergonham o povo honesto e trabalhador, que tem seus filhos educados em
escolas de segunda classe, a saúde cuidada por serviços públicos de quinto
mundo, os transportes sucateados e a segurança pública entregue às milícias.
Nesse momento de desilusão, releio os versos do notável Rui Barbosa e sinto
vergonha do voto dado a Lula. Sinto vergonha
de mim, é um poema de Rui Barbosa que traz, ao final, uma estrofe que serve
ao cenário da política e dos políticos brasileira nas últimas décadas:
De
tanto ver triunfar as nulidades,
de
tanto ver prosperar a desonra,
de
tanto ver crescer a injustiça,
de
tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos
dos maus,
o
homem chega a desanimar da virtude,
A
rir-se da honra,
a ter
vergonha de ser honesto.¨
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