domingo, 7 de outubro de 2018

Eleições 2018: um divisor de águas


Hoje, 7 de outubro de 2018, é dia de eleição. 147,3 milhões de eleitores devem ir às urnas, sendo 77.337.918 mulheres (52,5%) e 69.901.035 homens (47,5%). Serão eleitos 1.634 candidatos: um presidente da República, 27 governadores dos estados e do Distrito Federal e os legisladores: 34 senadores (dois por unidade federada), 513 deputados federais e 1.059 deputados estaduais. O mandato é de quatro anos, exceto para os senadores, cujo mandato é de oito anos.
Para os cargos executivos – presidente e governadores – há necessidade de maioria absoluta (metade mais um voto sobre o total de votos válidos) para a eleição ser resolvida no primeiro turno. O segundo turno será em 28 de outubro. O mandato terá início em 1º de janeiro de 2019.
Esses números são frios e imparciais. São apenas números, nada mais.
A eleição presidencial é que polariza os eleitores e a escolha do candidato, geralmente, é feita por sentimentos ainda não conhecidos. A razão – mediante a análise imparcial do programa de governo e da vida pregressa de  cada candidato – dificilmente entra nessa equação. Esses sentimentos, digamos, esotéricos, conduzem o eleitor a ignorar o caráter do candidato e o seu programa de governo. Isso explica – mas não justifica – o fato do representante de Lula aparecer em segundo lugar nas prévias eleitorais, apesar da corrupção que grassou nos governos petistas (Lula/Dilma), conforme comprovam decisões judiciais em segunda instância e as “colaborações premiadas” de empresários e políticos do PT, PMDB (ou MDB) e PP. Nos debates promovidos pela mídia, pouco se soube dos programas de cada candidato, exceto chutes demagógicos, como zerar o SPC e agredir o adversário, como se fosse inimigo.
No programa de governo de Fernando Haddad, o “representante” de Lula nas eleições de 2018, a Coligação “O Povo Feliz de Novo” (PT, PCdoB e PROS) pretende “defender o Plano de Governo pensado por Lula”. Não é o plano de governo Haddad, mas do presidiário Lula. A palavra “golpe” aparece catorze vezes, como referência à cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff, realizado nos estritos termos da Constituição e um Congresso Nacional comandado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, nomeado por Lula, em 2006. 
Esses são apenas alguns exemplos de programas fantasiosos de candidatos à Presidência da República. O Programa der Governo deveria, após o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ser monitorado pelo mesmo Tribunal, após a posse do presidente ou do governador. Caso não seja cumprido, o TSE solicitaria a cassação do mandato do presidente ao Congresso Nacional e, quanto aos governadores, à Assembleia Legislativa, após uma avaliação anual.
Penso que, nesta eleição, os 208,5 milhões de habitantes, representados por 147,3 milhões de eleitores, darão início às reformas política, educacional, tributária, trabalhista, previdenciária para que o nosso país volte a crescer, a criar empregos e ingressar, de uma vez por todas, em um período neoliberal, indispensável aos avanços socioeconômicos imprescindíveis a uma nação que pretenda ser civilizada, com plena educação para todos, em todos os níveis educacionais.
Esta eleição é um divisor de águas: ou tomamos o caminho difícil das reformas, que vai gerar riquezas ou o do populismo fácil, comunistoide, que mantém o povo cativo mediante esmolas, pão e circo. Não podemos virar uma grande Venezuela.¨


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