Hoje, 7 de outubro de 2018, é dia
de eleição. 147,3 milhões de eleitores devem
ir às urnas, sendo 77.337.918 mulheres (52,5%)
e 69.901.035 homens (47,5%). Serão eleitos 1.634 candidatos: um presidente da República, 27 governadores dos estados
e do Distrito Federal e os legisladores: 34 senadores (dois por unidade
federada), 513 deputados federais e 1.059 deputados estaduais. O mandato é de quatro anos,
exceto para os senadores, cujo mandato é de oito anos.
Para os cargos executivos –
presidente e governadores – há necessidade de maioria absoluta (metade mais um
voto sobre o total de votos válidos) para a eleição ser resolvida no primeiro
turno. O segundo turno será em 28 de outubro. O mandato
terá início em 1º de janeiro de 2019.
Esses números são frios e
imparciais. São apenas números, nada mais.
A eleição presidencial é que
polariza os eleitores e a escolha do candidato, geralmente, é feita por
sentimentos ainda não conhecidos. A razão – mediante a análise imparcial do
programa de governo e da vida pregressa de cada candidato – dificilmente entra nessa
equação. Esses sentimentos, digamos, esotéricos, conduzem o eleitor a ignorar o
caráter do candidato e o seu programa de governo. Isso explica – mas não
justifica – o fato do representante de Lula aparecer em segundo lugar nas
prévias eleitorais, apesar da corrupção que grassou nos governos petistas
(Lula/Dilma), conforme comprovam decisões judiciais em segunda instância e as “colaborações
premiadas” de empresários e políticos do PT, PMDB (ou MDB) e PP. Nos debates
promovidos pela mídia, pouco se soube dos programas de cada candidato, exceto
chutes demagógicos, como zerar o SPC e agredir o adversário, como se fosse
inimigo.
No
programa de governo de Fernando Haddad, o “representante” de Lula nas eleições
de 2018, a
Coligação “O Povo Feliz de Novo” (PT, PCdoB e PROS) pretende “defender o Plano
de Governo pensado por Lula”. Não é o plano de governo Haddad, mas do presidiário
Lula. A palavra “golpe” aparece catorze vezes, como referência à cassação do
mandato da presidente Dilma Rousseff, realizado nos estritos termos da
Constituição e um Congresso Nacional comandado pelo presidente do Supremo
Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski,
nomeado por Lula, em 2006.
Esses
são apenas alguns exemplos de programas fantasiosos de candidatos à Presidência
da República. O Programa der Governo deveria, após o registro no Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), ser monitorado pelo mesmo Tribunal, após a posse do
presidente ou do governador. Caso não seja cumprido, o TSE solicitaria a
cassação do mandato do presidente ao Congresso Nacional e, quanto aos
governadores, à Assembleia Legislativa, após uma avaliação anual.
Penso
que, nesta eleição, os 208,5
milhões de habitantes, representados por 147,3 milhões de eleitores, darão início às reformas política, educacional,
tributária, trabalhista, previdenciária para que o nosso país volte a crescer,
a criar empregos e ingressar, de uma vez por todas, em um período neoliberal,
indispensável aos avanços socioeconômicos imprescindíveis a uma nação que
pretenda ser civilizada, com plena educação para todos, em todos os níveis
educacionais.
Esta eleição é um divisor de águas: ou tomamos o
caminho difícil das reformas, que vai gerar riquezas ou o do populismo fácil, comunistoide,
que mantém o povo cativo mediante esmolas, pão e circo. Não podemos virar uma
grande Venezuela.¨
Nenhum comentário:
Postar um comentário