Pra
início de conversa – é pra mesmo, sem
aspas −, o MEC está cheio de guetos de poder, que se conflitam e criam apenas
complexa burocracia. Alguns exemplos: Secretaria de Educação Básica (SEB) x
Secretaria de Alfabetização (Sealf) x Secretaria de Modalidades Especializadas
em Educação (Semesp) – sigla de sindicato; Secretaria de Educação Superior (Sesu)
x Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres). E tem,
ainda, a estranha Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec),
que abrange os cursos técnicos do ensino médio e os tecnológicos em relação aos
cursos superiores de tecnologia (CST), ofertados na educação superior. Por que
a SEB não cuida dos cursos técnicos e a Sesu dos cursos de graduação em
tecnologia?
Eu
sei que seus titulares têm argumentos, para defenderem, ontem e hoje, o seu nicho
de poder. Daí se duplicam cargos de confiança, ocupados por indicações
políticas, ideológicas, religiosas e por aí vai, que somente oneram o orçamento
do MEC em recursos que poderiam ser alocados à educação básica. Eu conheço bem
o MEC por dentro, quando ali ocupei cargo em comissão por cerca de quatro anos,
e o MEC por fora, como assessor e consultor das instituições de educação
superior (IES) particulares. Conheço o e-mec, um sistema que, se fosse usado
por bancos estes estariam falidos no primeiro dia de funcionamento. Um
monstrengo que vige há anos, sem qualquer providência da secretaria responsável
por sua administração. E-mec: um sistema falho, sem qualquer segurança para o
usuário: privado ou público. Uma vergonha para o MEC.
Um
exemplo para desburocratizar a estrutura do MEC seria reduzir o número de
secretarias, transformando em coordenadorias algumas outras: a Secretaria de
Educação Básica absorveria a Secretaria de Alfabetização, a Secretaria de
Modalidades Especializadas em Educação e a parte relativa aos cursos técnicos
ou profissionalizantes de nível médio da Setec; a Secretaria de Educação
Superior assumiria as atribuições da Seres e parte da Setec, no que diz
respeito à graduação tecnológica. Duas secretarias, além da
Secretaria-Executiva, em lugar de seis. A economia seria gerada, por exemplo,
com os recursos orçamentários e financeiros destinados à remuneração de quatro
secretários, chefes de gabinete, secretárias, veículos, motoristas.
No
MEC existem outros cargos que podem ser extintos ou anexados, mas isto é
assunto para outro blog.
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