domingo, 10 de março de 2019

Bolsonaro: presidente jogado às feras


A mídia digital informa que o “guru do clã Bolsonaro, o astrólogo Olavo de Carvalho ficou irritado com a informação de que o ministro Vélez Rodriguez, da Educação, demitiu todos os nomes que ele indicou; afirmou que "nenhum olavette foi demitido, mas apenas transferidos e disse que os militares são trapaceiros e covardes e que não iria aprimorar a administração do puteiro". Olavettes, lembram chacretes...
A Wikipédia, a enciclopédia dos internautas, informa que Olavo Luiz Pimentel de Carvalho é “um jornalista, ensaísta, conferencista, filósofo autodidata e ideólogo brasileiro, um dos principais representantes do conservadorismo no Brasil [...] influenciado por Aristóteles, Platão, Ludwig von Misses” – dois filósofos e um economista do liberalismo clássico. Sãos os gurus do guru. Aqueles eram clássicos em suas áreas; este um brasileiro comum, que adora xingar e usar palavrões chulos contra seus adversários que, penso, ele os vê como inimigos, como os comunistas que ainda existem no Brasil.
Aos 71 anos de idade, seu currículo vai de militante comunista, astrólogo, anticomunista, jornalista, escritor e “um dos principais representantes do conservadorismo no Brasil”. É autodidata. Iniciou um curso de Filosofia na PU-RJ, que não foi concluído. Eu também iniciei e nem passei do primeiro período letivo de dois cursos na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ) – Geografia e Comunicação Social (duas habilitações: Publicidade e Propaganda e Jornalista) −, mas nem por isso deixei de ser jornalista e articulista de vários periódicos, incluindo este Ostras & Pérolas. Nada contra Olavo de Carvalho ser considerado filósofo sem ter o diploma universitário. Esse não é o problema.
O problema é ele julgar-se, com a sua empáfia e os seus escritos ou falas por canais da internet, o guru do governo do presidente Jair Bolsonaro e ter indicado seus alunos para cargos importantes do Ministério da Educação, incluindo o ministro Ricardo Vélez Rodrigues.  Quando seus alunos foram exonerados ou transferidos para cargos de menor importância, o Brasil “virou um puteiro” e os militares “trapaceiros e covardes”. Um verdadeiro guru conversaria sobre os problemas que ele pensa que existem, incluindo o desemprego de seus alunos, com o presidente da República, que ele considera seu discípulo. Mas parece que não é. A demissão de guru traidor é bem mais fácil do que a de ministro idem. Basta não ouvi-lo mais...
Esse “devaneio” sobre Olavo de Carvalho tem sentido. Ele representa uma pequena parcela dos que ajudaram a eleger o presidente Jair Bolsonaro com o objetivo de tutelá-lo no exercício do cargo. Bolsonaro seria somente uma marionete, um boneco movido por meio de cordéis manipulados por pessoas, neste caso, não ocultas, porém chamando as luzes da ribalta para si. O oculto seria o boneco. Deu errado. O “boneco” chama-se Jair Bolsonaro, um brasileiro comum, que vai direto ao assunto, com frases curtas, que sabe o que faz, porque pensa. Para ele traidor é traidor. Não há necessidade de adjetivos ou explicações mirabolantes.
Jair Bolsonaro foi o primeiro Presidente da República, após a alcunhada “redemocratização”, que não foi eleito pelo Grupo Globo, que manipula, dissimulada ou acintosamente, o povo por meio de suas novelas e seriados pornochanchadas e de seu jornalismo militante. O “casal 20” do Jornal Nacional, não importa o nome da dupla, é sempre manipulado por ventrículos, via fone de ouvido. Basta lembrar o encerramento da entrevista de Miriam Leitão com o candidato Jair Bolsonaro, na Globo News. Caso algum possível leitor deste blog não tenha notado é bom que se diga: a TV Globo vive somente de novelas e noticiários – e das tetas dos governos −, o resto é apenas comércio: os jogos de futebol, no Brasil, são realizados nos dias e horários que a Globo determinar, para não interferirem na sua programação ideológica básica. Bolsonaro foi o primeiro fora da caixinha. Uma calamidade para o Grupo, a Folha, a Veja e outros periódicos de menor expressão.
Esquecem-se algumas pessoas que ajudaram a eleger o atual presidente de que ele não formou maioria parlamentar no Congresso. E pior: o seu nanico partido político, o Partido Social Liberal (PSL) – um ninho de gatos, sem liderança afirmativa e competente , pulou de meia dúzia de cadeiras na Câmara dos Deputados para pouco mais de cinquenta parlamentares, num coletivo de 513 membros, oriundos dos mais diversos fragmentos ideológicos, político-partidários e corporativistas. A maioria deles com o objetivo de fazer alguma coisa por si mesmo ou para manter o clientelismo eleitoral, o tradicional” toma lá dá cá”.
Os militares arregimentados por Bolsonaro para comporem a sua equipe são a elite das Forças Armadas, preparados para assumirem os cargos para os quais foram nomeados. Essa é uma das estratégias do presidente, para que o clientelismo não tome conta de seu governo, como nos governos anteriores, não importada o partido. É por isso que o presidente Bolsonaro afirmou dias atrás – vou desfazer mais do que fazer. Por quê? Porque a máquina do Estado foi aparelha pelo grupo PSDB/PT/PMDB/MDB. Os ministérios e as estatais foram minados por militantes da “esquerdopatia” brasileira, despreparados completamente para o exercício de seus cargos, mas catequizados para servirem aos seus gurus de plantão e, é lógico, servirem-se também. Sem ética, mas com garras afiadas para o assalto aos recursos públicos, tornados privados, como demonstra abertamente a força-tarefa da Lavajato.
O governo do presidente Jair Bolsonaro está clamando pelo apoio do povo que deseja o bem da pátria, para contrapor-se a grupos sociais e econômicos que lutam por seus próprios mesquinhos interesses. Não é o momento de ficarmos discutindo postagens ou falas do presidente que estejam fora da caixinha. Quando Lula disse inúmeras idiotices, a grande mídia achou graça, elogiou. Fui revisitar as frases mais célebres de Lulaas de Dilma não são necessárias, porque hilárias – e selecionei algumas, que podem se aliar às de Bolsonaro, embora grosseiras ou preconceituosas:
"A polícia só bate em quem tem que bater". 
"Uma mulher não pode ser submissa ao homem por causa de um prato de comida. Tem que ser submissa porque gosta dele".
"Eu sei o que é greve de fome. Dá uma fome danada".
"Tem que fazer uma reza profunda para que a gente deixe o otimismo (sic) no banheiro, dê descarga nele logo cedo e saia pensando em coisas boas".
"Mexer no Palocci é a mesma coisa que pedir para o Barcelona tirar o Ronaldinho. Eu e Palocci somos unha e carne. Tenho total confiança nele". 
"Sexo é uma coisa que quase todo mundo gosta e é uma necessidade orgânica", em comemoração ao Dia Internacional da Mulher.
"O dia que o mundo experimentar a boa cachaça brasileira, o uísque vai perder mercado".
Lamento encerrar o blog desta semana com essas frases grosseiras, mas é o máximo que o Lula poderia produzir.
Bolsonaro está sendo jogado às feras; Lula nomeou essas feras, com as quais governou e passou o bastão para Dilma/Temer governar.
Vamos deixar o presidente Bolsonaro governar! Ele não completou nem três meses de governo, contra os quinze anos de desgoverno da oligarquia PT/PMDB...
(Crédito da imagem: <https://tsrd.fandom.com/pt-br/wiki/Senhor_das_Feras>) 

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