domingo, 31 de março de 2019

31 de março de 1964: revolução, movimento ou golpe?


Em 31 de março de 1964, com 28 anos de idade, eu estava na cidade de Cantagalo, na região centro-norte fluminense. Meu pai, Henrique Luiz Frauches, era prefeito do município e eu o Secretário da Prefeitura. Havia somente uma secretaria. Atuava, ainda, como professor de Organização
Social e Política no curso Ginasial do Colégio Cenecista, sob a direção do meu amigo e professor Ewandro do Valle Moreira.
Eu e meu pai estávamos filiados ao Partido Trabalhista Brasileiro , fundado sob a inspiração de Getúlio Vargas, um partido que, à época, poderia ser considerado de centro-esquerda. Os comunistas e socialistas estavam em seus respectivos partidos ou infiltrados em partidos nanicos.
Os partidos políticos mais fortes eram o Partido Social Democrático (PSD), de centro e centro-direita, a União Democrática Nacional (UDN), de direita e extrema-direita, e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), de centro-esquerda, em uma classificação livre em relação aos padrões políticos da época.
O Brasil caminhava, sob a insegura e ambígua liderança de João Goulart, para a esquerda, infiltrada na parte inferior da hierarquia das Forças Armadas (sargentos e cabos).  Jânio Quadros (1917/1992) tinha sido eleito presidente da República, em 3 de outubro de 1960, tomado posse em 31 de janeiro de 1961 e renunciado em 25 de agosto de 1961. Em oito meses de desgoverno Jânio Quadros deu uma virada à esquerda, encantado com a ditadura de Castro em Cuba, com a condecoração de Ernesto Che Guevara, seis dias antes de sua renúncia, com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul.
Com a renúncia de Jânio Quadros, assumiu a Presidência da República o Vice-presidente, João Goulart, do PTB. Àquela época, a eleição do presidente e do vice era separada. O vice de Jânio Quadros, Milton Campos, foi derrotado por João Goulart. Jânio, candidato a UDN, com apoio de outros partidos foi eleito com a maior votação da história brasileira, até 1960 – 5,6 milhões de votos; João Goulart foi eleito vice-presidente com 4,5 milhões.
As lideranças civis de direita, centro-direita e extrema-direita, tendo à frente os governadores de Minas Gerais, Magalhães Pinto, do Rio de Janeiro, Carlos Lacerda, ambos da UDN, e Ademar de Barros (PRP), de São Paulo, desenvolveram uma campanha junto à sociedade civil para a derrubada de João Goulart. Os militares deram apoio às lideranças civis e ao apelo de jornais importantes, como, por exemplo, O Globo, chegando ao golpe, movimento ou revolução de 64.
Passaram-se 54 anos. Em 2018, a história se repete. Todavia, agora a revolução veio pelas urnas, com a vitória esmagadora de Jair Messias Bolsonaro, de um partido nanico (Partido Social Liberal-PSL), com 55 milhões de votos, 11 milhões à frente do candidato derrotado.
A esquerda e a extrema esquerda – socialistas e comunistas – classificam o movimento de 64 e a eleição de Jair Bolsonaro como golpes, como fizeram com o impeachment constitucional de Dilma Rousseff.  Foi realmente um golpe em suas pretensões político-eleitoreiras de poder. O Globo, em 1964, ficou a favor do “golpe” militar; em 2018, ficou contra o “golpe” da eleição democrática de Jair Bolsonaro. Uma contradição que deve estar causando arrepios a Roberto Marinho, onde quer que ele esteja.
O Grupo Globo, que cresceu graças ao apoio da “ditadura” militar, pode estar definhando, quando atenta contra a inteligência e a vontade popular, que elegeu Jair Bolsonaro para liderar, democraticamente, uma revolução na máquina estatal e nas estratégias de governança. À sua declarada “guerra” ao presidente Bolsonaro, a Rede Globo continua destilando sobre os seus teleouvintes, as novelas onde os bordéis predominam e os BBBs, lixo internacional, elevam sua baixa audiência, à busca de patrocinadores que não têm responsabilidade social, líderes do capitalismo selvagem.
Curto e grosso: duas revoluções aconteceram no Brasil, a partir de 1964: uma à margem da Constituição (1964) e outra sob a proteção da Constituição (2018). Em ambas a maioria do povo foi vitorioso.

domingo, 24 de março de 2019

MEC: inércia & gestões ineptas


O Ministério da Educação (MEC) não tem conseguido, pela gestão desastrosa de ministros e de ideologias estranhas à maioria absoluta da população brasileira, dar à educação pública o mínimo de qualidade necessária para o aprendizado qualificado dos nossos estudantes.
A ideologia comunista e a incompetência gerencial tomaram conta de boa parcela de gestores acadêmicos e de professores das escolas e universidades públicas. Os sindicatos e ideologias esquerdistas passaram a ter relevo nas eleições para os cargos de gestão pública das universidades e demais instituições de ensino superior (IES) mantidas pela União, com os recursos dos tributos pagos por toda a sociedade, dos miseráveis aos trilionários, pessoas físicas e jurídicas. O MST, uma entidade fantasma, passou a criar em universidades federais seus cursos para doutrinar, catequizar, escravizar crianças, adolescentes e jovens. Os “sem terrinha” é uma criação vergonhosa de uma entidade marginal com apoio de escolas públicas. Uma lavagem cerebral em crianças indefesas, filhas de famílias abaixo da pobreza. Isso, com a leniência do Poder Público e das universidades federais.
As cenas desagradáveis que vimos durante a campanha eleitoral para a Presidência da República, com professores e alunos fazendo suas necessidades fisiológicas em público e dentro de universidades, não sofreu qualquer repúdio dos dirigentes desses órgãos mantidos pelos tributos dos brasileiros. Era o mínimo, porque, na realidade, o procedimento correto seria abrir processos administrativos para apurar a responsabilidade desses vândalos.
A farra do Fies e do Pronatec, escancarada entre 2013-2014, para reeleger dona Dilma, não foi sequer objeto de uma investigação do MEC ou dos órgãos de fiscalização do Poder Público, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria Geral da União (CGU). Do Congresso Nacional não se poderia – e nem se pode − esperar nada, infelizmente, controlado pelos de sempre, filhos da velha política do coronelismo.
O MEC desde a chamada “redemocratização” foi ninho de políticos ou filósofos sem competência gerencial e liderança no setor educacional. Não poderia, portanto, gerar ações positivas para uma verdadeira revolução na educação pública básica e superior. Não se trata mais de “reformas”, mas, sim, de uma revolução nos métodos gerenciais, nas metodologias e espaços de aprendizagem, nas instalações físicas, no uso intenso das tecnologias digitais da informação e comunicação, nas parcerias público-privada. Terá que ser uma nova educação básica pública.
O uso da constitucional autonomia universitária (Art. 207) para justificar a não intervenção nas universidades públicas que não cumprem o seu dever constitucional, social, científico e educacional é uma falácia. A universidade pública não tem autonomia, porque não tem autonomia orçamentária e financeira. A pessoa física ou jurídica que não gera recursos financeiros próprios para se manter e desenvolver não tem nenhuma autonomia, exceto a de ministrar ensino sem a qualidade que não gera aprendizagem efetiva, ciência, patentes etc.
Outra questão. Neste regime federativo, nenhum ministro da Educação conseguiu acertar com os sistemas estaduais e municipais de ensino um regime efetivo e eficaz de colaboração. O MEC institui diretrizes curriculares nacionais para os cursos da educação básica, assim como a Base Nacional Curricular Comum (BNCC), mas quem as deve pôr em prática são esses sistemas. A maioria não oferece condições para a efetiva implantação dessas normas, ainda sujeitas a deliberações dos conselhos estaduais de educação e até de conselhos municipais. É uma teia burocrática, um labirinto que exige criatividade e consenso das partes envolvidas, que gerenciam dinheiro público e não produzem riqueza, somente despesas. O empreguismo consome quase todos os recursos destinados à educação pública. Empregar os possíveis eleitores é a prioridade da maioria dos sistemas de ensino, gerenciados por políticos sob a pele de educadores.
Os dois planos nacionais de educação têm metas para a implantação do sistema nacional de educação e estratégias para colocar em prática o regime de colaboração entre esse e os sistemas estaduais e municipais. São letra morta. O atual Plano Nacional de Educação/2014-2024, aprovado pela Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, determina, no art. 13, que “o poder público deverá instituir, em lei específica, contados 2 (dois) anos da publicação desta Lei, o Sistema Nacional de Educação, responsável pela articulação entre os sistemas de ensino, em regime de colaboração, para efetivação das diretrizes, metas e estratégias do Plano Nacional de Educação”. O prazo terminou em 24 de junho de 2016. Passaram-se mais dois anos (2017-2018) e nenhuma ação efetiva foi tomada pelos ministros e pelos presidentes da República – Dilma Rousseff e Michel Temer −, nesse período, para instituir o Sistema Nacional de Educação. A lei não foi cumprida e os responsáveis por seu cumprimento continuam atuando na política – exceto um, que acaba de ser preso –, sem qualquer punição. O cidadão comum tem que cumprir as leis, os poderosos e intocáveis políticos da velha guarda continuam livres, soltos, gozando das regalias políticas, muitos deles reeleitos, um deles derrotado fragorosamente nas eleições presidenciais.
Cinco Metas do PNE/2014-2024 não foram cumpridas:
§  Meta 1 − previa a universalização da educação infantil até 2016. Estamos em 2019 e a meta não foi cumprida;
§  Meta 6 − pretende oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas. Apenas São Paulo avançou nessa questão, mas não há nenhum levantamento sério sobre a atual situação do tempo integral nas escolas de educação básica, projeto e sonho do mestre Darcy Ribeiro;
§  Meta 7 − pretendia atingir metas nacionais no Ideb, entre 2015/2017, que não foram atingidas;
§  Meta 9 − tinha o sonho de elevar a taxa de alfabetização da população com quinze anos ou mais para 93,5% até 2015, mas sem resultados positivos;
§  Meta 10 − também sonha em oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos, nos ensinos fundamental e médio, na forma integrada à educação profissional. As escolas públicas, com as sempre honrosas exceções, ministram ensino teórico, precário, sem qualquer proposito de qualificação profissional, em nível médio;
§  Meta 15 − pretendia garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, no prazo de um ano, que todos os professores “e as professoras” da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam. Pelo menos, 15% dos professores da educação básica não têm formação em nível superior, segundo o Censo da Educação Básica/2017, e a meta era para ser cumprida até 24 de junho de 2016.
Catorze estratégias, que tratam do regime de colaboração entre o sistema nacional de educação, que não foi instituído, com os demais sistemas, não foram cumpridas e nem serão, caso o sistema nacional não seja aprovado em lei e implantado.
A Lei do PNE tem, ainda, o art. 7º, que dispõe que “a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios atuarão em regime de colaboração, visando ao alcance das metas e à implementação das estratégias objeto deste Plano”. E mais os seguintes parágrafos:
§ 4o  Haverá regime de colaboração específico para a implementação de modalidades de educação escolar que necessitem considerar territórios étnico-educacionais e a utilização de estratégias que levem em conta as identidades e especificidades socioculturais e linguísticas de cada comunidade envolvida, assegurada a consulta prévia e informada a essa comunidade.
§ 5o  Será criada uma instância permanente de negociação e cooperação entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.
§ 6o  O fortalecimento do regime de colaboração entre os Estados e respectivos Municípios incluirá a instituição de instâncias permanentes de negociação, cooperação e pactuação em cada Estado.
§ 7o  O fortalecimento do regime de colaboração entre os Municípios dar-se-á, inclusive, mediante a adoção de arranjos de desenvolvimento da educação”. (grifei)
Participei da Conferência Nacional da Educação, em Brasília, para a construção do 2º PNE, aprovado pela referida Lei nº 13.005, de 2014. Cerca de 2,5 mil representantes do MST, da CUT e outros sindicatos menos importante, além dos sindicatos ligados à educação, estavam agitando bandeiras vermelhas, ao lado de alguns gatos pingados que entendem de educação. Todas essas organizações estavam cooptadas, à época, pelo desgoverno do ex-presidente Lula. Bandeiras vermelhas ocuparam grande parte do espaço do auditório do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, com gritos de slogans que os comunistas decoram e gritam, sem saber discutir, dialogar ou debater o conteúdo dos temas que estavam sendo colocados para a manifestação desse evento. Só faltaram os “sem terrinha”... Ao final, o ex-presidente Lula deu o seu show populista, com um discurso sem qualquer conteúdo lógico ou ligado ao PNE. Deu no que deu, um PNE fantasioso, para atender a sindicatos e não a educadores, completamente afastado da realidade educacional brasileira.
Creio que o atual ministro da Educação, Ricardo Velez Rodrigues ou seu substituto, pode tomar a iniciativa de elaborar anteprojeto de lei que institua o Sistema Nacional de Educação, submetendo-o ao presidente da República, Jair Bolsonaro. Seria um passo importante para o início de diálogos com os dirigentes dos sistemas das unidades federadas e dos municípios visando a instituição, instalação e efetivo desenvolvimento desse sistema, para que o regime de colaboração seja efetivamente institucionalizado, com vistas à revolução pretendida para a educação básica pública de qualidade.

domingo, 17 de março de 2019

MEC: uma estrutura dinossáurica

Volto ao tema “Educação”. Leio, na mídia, versões diárias sobre a composição dos cargos de poder no Ministério da Educação (MEC). Entra “olavete” sai militar e vice-versa. É uma irresponsabilidade com a educação brasileira. O MEC parece ser o objeto de desejo de filósofos, de qualquer escola, à esquerda ou à direita. Jamais deu certo. O ministério carece, há décadas, de uma gestão competente, eficiente e eficaz. Esse perfil não coaduna com o do filósofo. Salvo raríssimas exceções. Eu desafio aos meus raríssimos leitores a apresentarem um caso positivo, no âmbito do MEC.
Pra início de conversa – é pra mesmo, sem aspas −, o MEC está cheio de guetos de poder, que se conflitam e criam apenas complexa burocracia. Alguns exemplos: Secretaria de Educação Básica (SEB) x Secretaria de Alfabetização (Sealf) x Secretaria de Modalidades Especializadas em Educação (Semesp) – sigla de sindicato; Secretaria de Educação Superior (Sesu) x Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres). E tem, ainda, a estranha Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), que abrange os cursos técnicos do ensino médio e os tecnológicos em relação aos cursos superiores de tecnologia (CST), ofertados na educação superior. Por que a SEB não cuida dos cursos técnicos e a Sesu dos cursos de graduação em tecnologia?
Eu sei que seus titulares têm argumentos, para defenderem, ontem e hoje, o seu nicho de poder. Daí se duplicam cargos de confiança, ocupados por indicações políticas, ideológicas, religiosas e por aí vai, que somente oneram o orçamento do MEC em recursos que poderiam ser alocados à educação básica. Eu conheço bem o MEC por dentro, quando ali ocupei cargo em comissão por cerca de quatro anos, e o MEC por fora, como assessor e consultor das instituições de educação superior (IES) particulares. Conheço o e-mec, um sistema que, se fosse usado por bancos estes estariam falidos no primeiro dia de funcionamento. Um monstrengo que vige há anos, sem qualquer providência da secretaria responsável por sua administração. E-mec: um sistema falho, sem qualquer segurança para o usuário: privado ou público. Uma vergonha para o MEC.
Um exemplo para desburocratizar a estrutura do MEC seria reduzir o número de secretarias, transformando em coordenadorias algumas outras: a Secretaria de Educação Básica absorveria a Secretaria de Alfabetização, a Secretaria de Modalidades Especializadas em Educação e a parte relativa aos cursos técnicos ou profissionalizantes de nível médio da Setec; a Secretaria de Educação Superior assumiria as atribuições da Seres e parte da Setec, no que diz respeito à graduação tecnológica. Duas secretarias, além da Secretaria-Executiva, em lugar de seis. A economia seria gerada, por exemplo, com os recursos orçamentários e financeiros destinados à remuneração de quatro secretários, chefes de gabinete, secretárias, veículos, motoristas.
No MEC existem outros cargos que podem ser extintos ou anexados, mas isto é assunto para outro blog.

domingo, 10 de março de 2019

Bolsonaro: presidente jogado às feras


A mídia digital informa que o “guru do clã Bolsonaro, o astrólogo Olavo de Carvalho ficou irritado com a informação de que o ministro Vélez Rodriguez, da Educação, demitiu todos os nomes que ele indicou; afirmou que "nenhum olavette foi demitido, mas apenas transferidos e disse que os militares são trapaceiros e covardes e que não iria aprimorar a administração do puteiro". Olavettes, lembram chacretes...
A Wikipédia, a enciclopédia dos internautas, informa que Olavo Luiz Pimentel de Carvalho é “um jornalista, ensaísta, conferencista, filósofo autodidata e ideólogo brasileiro, um dos principais representantes do conservadorismo no Brasil [...] influenciado por Aristóteles, Platão, Ludwig von Misses” – dois filósofos e um economista do liberalismo clássico. Sãos os gurus do guru. Aqueles eram clássicos em suas áreas; este um brasileiro comum, que adora xingar e usar palavrões chulos contra seus adversários que, penso, ele os vê como inimigos, como os comunistas que ainda existem no Brasil.
Aos 71 anos de idade, seu currículo vai de militante comunista, astrólogo, anticomunista, jornalista, escritor e “um dos principais representantes do conservadorismo no Brasil”. É autodidata. Iniciou um curso de Filosofia na PU-RJ, que não foi concluído. Eu também iniciei e nem passei do primeiro período letivo de dois cursos na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ) – Geografia e Comunicação Social (duas habilitações: Publicidade e Propaganda e Jornalista) −, mas nem por isso deixei de ser jornalista e articulista de vários periódicos, incluindo este Ostras & Pérolas. Nada contra Olavo de Carvalho ser considerado filósofo sem ter o diploma universitário. Esse não é o problema.
O problema é ele julgar-se, com a sua empáfia e os seus escritos ou falas por canais da internet, o guru do governo do presidente Jair Bolsonaro e ter indicado seus alunos para cargos importantes do Ministério da Educação, incluindo o ministro Ricardo Vélez Rodrigues.  Quando seus alunos foram exonerados ou transferidos para cargos de menor importância, o Brasil “virou um puteiro” e os militares “trapaceiros e covardes”. Um verdadeiro guru conversaria sobre os problemas que ele pensa que existem, incluindo o desemprego de seus alunos, com o presidente da República, que ele considera seu discípulo. Mas parece que não é. A demissão de guru traidor é bem mais fácil do que a de ministro idem. Basta não ouvi-lo mais...
Esse “devaneio” sobre Olavo de Carvalho tem sentido. Ele representa uma pequena parcela dos que ajudaram a eleger o presidente Jair Bolsonaro com o objetivo de tutelá-lo no exercício do cargo. Bolsonaro seria somente uma marionete, um boneco movido por meio de cordéis manipulados por pessoas, neste caso, não ocultas, porém chamando as luzes da ribalta para si. O oculto seria o boneco. Deu errado. O “boneco” chama-se Jair Bolsonaro, um brasileiro comum, que vai direto ao assunto, com frases curtas, que sabe o que faz, porque pensa. Para ele traidor é traidor. Não há necessidade de adjetivos ou explicações mirabolantes.
Jair Bolsonaro foi o primeiro Presidente da República, após a alcunhada “redemocratização”, que não foi eleito pelo Grupo Globo, que manipula, dissimulada ou acintosamente, o povo por meio de suas novelas e seriados pornochanchadas e de seu jornalismo militante. O “casal 20” do Jornal Nacional, não importa o nome da dupla, é sempre manipulado por ventrículos, via fone de ouvido. Basta lembrar o encerramento da entrevista de Miriam Leitão com o candidato Jair Bolsonaro, na Globo News. Caso algum possível leitor deste blog não tenha notado é bom que se diga: a TV Globo vive somente de novelas e noticiários – e das tetas dos governos −, o resto é apenas comércio: os jogos de futebol, no Brasil, são realizados nos dias e horários que a Globo determinar, para não interferirem na sua programação ideológica básica. Bolsonaro foi o primeiro fora da caixinha. Uma calamidade para o Grupo, a Folha, a Veja e outros periódicos de menor expressão.
Esquecem-se algumas pessoas que ajudaram a eleger o atual presidente de que ele não formou maioria parlamentar no Congresso. E pior: o seu nanico partido político, o Partido Social Liberal (PSL) – um ninho de gatos, sem liderança afirmativa e competente , pulou de meia dúzia de cadeiras na Câmara dos Deputados para pouco mais de cinquenta parlamentares, num coletivo de 513 membros, oriundos dos mais diversos fragmentos ideológicos, político-partidários e corporativistas. A maioria deles com o objetivo de fazer alguma coisa por si mesmo ou para manter o clientelismo eleitoral, o tradicional” toma lá dá cá”.
Os militares arregimentados por Bolsonaro para comporem a sua equipe são a elite das Forças Armadas, preparados para assumirem os cargos para os quais foram nomeados. Essa é uma das estratégias do presidente, para que o clientelismo não tome conta de seu governo, como nos governos anteriores, não importada o partido. É por isso que o presidente Bolsonaro afirmou dias atrás – vou desfazer mais do que fazer. Por quê? Porque a máquina do Estado foi aparelha pelo grupo PSDB/PT/PMDB/MDB. Os ministérios e as estatais foram minados por militantes da “esquerdopatia” brasileira, despreparados completamente para o exercício de seus cargos, mas catequizados para servirem aos seus gurus de plantão e, é lógico, servirem-se também. Sem ética, mas com garras afiadas para o assalto aos recursos públicos, tornados privados, como demonstra abertamente a força-tarefa da Lavajato.
O governo do presidente Jair Bolsonaro está clamando pelo apoio do povo que deseja o bem da pátria, para contrapor-se a grupos sociais e econômicos que lutam por seus próprios mesquinhos interesses. Não é o momento de ficarmos discutindo postagens ou falas do presidente que estejam fora da caixinha. Quando Lula disse inúmeras idiotices, a grande mídia achou graça, elogiou. Fui revisitar as frases mais célebres de Lulaas de Dilma não são necessárias, porque hilárias – e selecionei algumas, que podem se aliar às de Bolsonaro, embora grosseiras ou preconceituosas:
"A polícia só bate em quem tem que bater". 
"Uma mulher não pode ser submissa ao homem por causa de um prato de comida. Tem que ser submissa porque gosta dele".
"Eu sei o que é greve de fome. Dá uma fome danada".
"Tem que fazer uma reza profunda para que a gente deixe o otimismo (sic) no banheiro, dê descarga nele logo cedo e saia pensando em coisas boas".
"Mexer no Palocci é a mesma coisa que pedir para o Barcelona tirar o Ronaldinho. Eu e Palocci somos unha e carne. Tenho total confiança nele". 
"Sexo é uma coisa que quase todo mundo gosta e é uma necessidade orgânica", em comemoração ao Dia Internacional da Mulher.
"O dia que o mundo experimentar a boa cachaça brasileira, o uísque vai perder mercado".
Lamento encerrar o blog desta semana com essas frases grosseiras, mas é o máximo que o Lula poderia produzir.
Bolsonaro está sendo jogado às feras; Lula nomeou essas feras, com as quais governou e passou o bastão para Dilma/Temer governar.
Vamos deixar o presidente Bolsonaro governar! Ele não completou nem três meses de governo, contra os quinze anos de desgoverno da oligarquia PT/PMDB...
(Crédito da imagem: <https://tsrd.fandom.com/pt-br/wiki/Senhor_das_Feras>) 

domingo, 3 de março de 2019

Hino Nacional: sinalização para a Democracia


A mídia vem dando espaço para uma discussão no mínimo surreal: os estudantes da educação infantil e fundamental devem ou não cantar o Hino Nacional, antes do início das aulas, a cada dia.
Eu, que fui educado na antiga escola primária do povoado do Porto do Tuta, às margens do Rio Paraíba do Sul, em Cantagalo (RJ), entendo perfeitamente pedagógica essa medida do ministro da Educação. Lá, na escola da querida professora Neli Rodrigues Moreira da Costa, aprendi as noções essenciais para o exercício da cidadania. De lá saí, após três anos, perfeitamente alfabetizado, podendo ler e entender o que lia nos periódicos da época e nos livros. E, todos os dias, em fila indiana, cantava, junto aos meus colegas, o Hino Nacional e outros hinos, como o da Bandeira. Aprendi até o hino da Marinha, o Cisne Branco.
O atual governo federal está disposto a resgatar os valores pátrios, estraçalhados pelos governos do PSDB, PT/MDB/PMDB/MDB, este um partido que ainda não encontrou sequer o seu verdadeiro nome, que poderia ser Partido Menor do Brasil (PMDB).  Até conseguiu aprovar uma Constituição parlamentarista para um regime presidencial. E ainda apelidou esse monstrengo que só tem direitos em “Constituição Cidadã”. Deu no que deu. Um retrocesso brutal em nosso desenvolvimento social e econômico. Surgem, para “democratizar” o Brasil, os terroristas de 64 como os salvadores da pátria – FHC e sua trupe, Lula, Dilma, Zé Dirceu e outros “menos votados”. Hoje, confessam que queriam mesmo era implantar a “ditadura do proletariado”. Coitado dos trabalhadores.
No Congresso Nacional, os esquerdistas não têm argumentos lógicos. Vivem a apenas a repetir os slogans comunistas. Falta, somente, o “Fora Ianques”! Como Maduro, filhote desses defensores da “ditadura do proletariado”, os EUA são culpados de todas as mazelas do mundo. Os anjos são os ditadores da Coreia do Norte, Cuba, Venezuela. A China já está mudando lentamente. Está saindo do armário comunista...
Essa trupe esquerdista bate palmas para as crianças catequizadas, doutrinadas pelo MST cantarem o hino dessa milícia rural. Filmam e divulgam. Mas as escolas públicas, mantidas pelos tributos de todos brasileiros − dos miseráveis aos trilionários – não podem filmar as aulas e nem inserir o Hino Nacional em sua rotina, ao lado do ensino de noções de ética, moral e civismo.
Em um país governado sob o lema “Brasil acima de tudo – Deus acima de todos”, não há lugar para milícias rurais ou urbanas e as entidades que promovem essa farra de invasão de imóveis devem ser colocadas na ilegalidade e os seus dirigentes processados, com pleno direito de defesa e do contraditório, porque estamos vivendo o início de recuperação da democracia.
A violência nas escolas públicas tem de ser eliminada. A administração dessas escolas deve ser militarizada, para varrer de seu interior e periferia os narcotraficantes e reeducar seus estudantes para aprenderem a viver juntos, desenvolvendo a compreensão do outro e a percepção das interdependências – realizar projetos comuns e preparar-se para gerir conflitos – no respeito pelos valores do pluralismo, da compreensão mútua e da paz.
Essas ações não podem conviver com “professores” militantes que desejam apenas catequizar os seus submissos alunos. Uma administração baseada nas escolas militares é a solução para a educação pública brasileira, quando “professores” pensam que Cuba e Venezuela vivem “em plena democracia, com os direitos individuais respeitados, com eleições livres” (?!?!).
O Hino Nacional nas escolas é a sinalização de que saímos de uma pretensa “ditadura do proletariado” para construir uma verdadeira democracia, onde bandidos, de qualquer natureza, não têm vez e todos serão realmente iguais perante as leis. Jair Bolsonaro está iniciando essa jornada. Outros prosseguirão, varrendo definitivamente essa minoria de agitadores do cenário político brasileiro. Serão apenas minoria. E como dizia um matreiro político mineiro: “maioria não discute, vota”.