domingo, 6 de janeiro de 2019

Damares Alves - "Meninos vestem azul. Meninas vestem rosa"


A titular do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, tem sido objeto de chacotas por diversos atores globais e dos adoradores do presidiário Lula, por intermédio das mídias abertas da internet e dos grupos Globo, UOL/Folha, Abril/Veja. Os motivos: em uma entrevista, antes de sua posse, Damares afirmou “Vi Jesus quando estava em uma goiabeira”. Após a sua posse, comemorou entre amigos , logo após a posse do Presidente Jair Bolsonaro, e gritou junto aos seus colaboradores e amigos – “Meninos vestem azul. Meninas vestem rosa!”. Essas duas frases, tiradas do contexto, parecem indicar uma pessoa fora do equilíbrio. Parece, mas não é.
Damares Alves é educadora, advogada, pastora protestante da denominação Batista, ferrenha defensora dos direitos humanos e coordenadora do projeto educacional do Programa Proteger. Nasceu no Paraná, mas viveu grande parte de sua vida em diversas localidades do Nordeste. Fundou, em meados da década de 1980, com colaboradores, o Comitê Estadual de Sergipe do Movimento Nacional Meninas e Meninos, que tem como principal função social a proteção de crianças moradoras de rua. Atuou, ainda no final da década de 1980, na defesa dos direitos das mulheres pescadoras e trabalhadoras do campo. É considerada uma referência no combate à pedofilia e proteção da infância. Trouxe ao protagonismo a voz de milhares de crianças com deficiência, vítimas do infanticídio indígena. Há mais de trinta anos, advoga gratuitamente para mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade social e de violência doméstica.
Criou o Movimento Atini para proteger crianças indígenas que correm riscos de serem sacrificadas. Sobre os integrantes dos grupos LGBT já firmou que “eu tenho entendido que dá para ter um governo de paz entre o movimento conservador, o movimento LGBT e os demais movimentos”. É uma das fundadoras do Movimento Brasil Sem Aborto, a entidade mais influente na defesa dos nascituros no Brasil. É coordenadora do Movimento Nacional Brasil Sem Drogas.
Luta pela igualdade salarial de gêneros. Afirmou, após sua posse, que “se depender de mim vou para a porta da empresa em que o funcionário homem, desenvolvendo papel igual ao da mulher, ganhe mais. Acabou isso no Brasil”.
Essas foram algumas das credenciais ao ser escolhida pelo presidente Bolsonaro para assumir o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.
Entre os seis e os dez anos de idade – ela está com 54 anos – foi abusada sexualmente. Em entrevista recente, fez um relato dramático desse episódio, chegando ao ponto de pensar em suicidar-se, aos dez anos. Na garagem da família conseguiu um veneno guardado para matar ratos e subiu em uma goiabeira, onde sempre ficava por algum tempo, orando, quando sofria essas violências sexuais. E ali iria se matar, ingerindo o tal veneno. Quando ela ia consumar o ato, ela viu Jesus iluminar toda a goiabeira e sentiu que era um aviso para não cometer aquele ato extremo. E não se suicidou.
Para os cristãos verdadeiramente praticantes, em particular para os protestantes, não há dúvida de que ela realmente viu Jesus. Para os cristãos espíritas, como eu, ela poderia ou não ter visto Jesus. Podemos interpretar como uma visão de um espírito altamente evoluído, irradiante de luz. Para os ateus – a maioria dos jornalistas – Jesus não existe. Idem para os judeus. Pois bem, essa dramática história de abuso sexual, significativa à vida de qualquer ser humano, como é o caso da ministra Damares Alves, foi radicalmente sintetizada, pela mídia − “Damares viu Jesus na goiabeira” −, servindo de prato cheio para os adversários do presidente Jair Bolsonaro. É como se a ministra, do nada, tivesse visto Jesus quando estava em uma goiabeira, no quintal de sua casa, brincando. Ignoraram o contexto, a história completa, simplesmente para ridicularizarem a pastora Damares. Uma falta de caráter que, infelizmente, vigora na grande mídia, nas fake news da internet e em canais comunopetistas. Esqueceram a trajetória da ministra em defesa das mulheres, das crianças vulneráveis que vivem nas ruas e de todas as demais ações humanitárias desenvolvidas nos últimos trinta dos seus 54 anos de idade.
No dia de sua posse no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, ela disse a badalada frase “Meninos vestem azul. Meninas vestem rosa!”, como símbolo de sua luta contra a ideologia de gênero nas escolas de educação infantil e ensino fundamental. Foi uma figura de linguagem para estabelecer um marco na gestão do Presidente Jair Bolsonaro, com o significado de que a partir de 1º de janeiro de 2019 não haveria mais a doutrinação de ideologia de gênero nas escolas, deixando claro que a educação sexual, nessa faixa etária, cabe exclusivamente à família e não ao Estado e às escolas. Novamente os globais alimentados pela Lei Rouanet e os idólatras do presidiário Lula esqueceram o contexto e ficaram apenas nas manchetes. Mais uma vez a ministra Damares teve que explicar, para os ignorantes, o significado de sua frase.
Vai ser difícil para a ministra Damares Alves gerir, com liberdade, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. A patrulha comunopetista e os garbosos globais, favoráveis aos milhões da Lei Rouanet, ao aborto, à ideologia de gênero, às esmolas em vez de emprego e trabalho e outras aberrações por eles defendidas – e derrotadas vigorosamente nas urnas de outubro findo – vai acompanhá-la durante a sua gestão. Se ela fosse ateia talvez fosse menos atacada. Como é uma religiosa, pastora protestante a chacota tenta agredir todos os cristãos. Trata-se de uma discriminação odiosa, que não tem fundamento legal, ético ou moral. É apenas o ódio da derrota e da estupidez.

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