A titular do Ministério da
Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, tem sido objeto de chacotas
por diversos atores globais e dos adoradores do presidiário Lula, por
intermédio das mídias abertas da internet e dos grupos Globo, UOL/Folha,
Abril/Veja. Os motivos: em uma entrevista, antes de sua posse, Damares afirmou “Vi
Jesus quando estava em uma goiabeira”. Após a sua posse, comemorou entre amigos , logo após a posse do Presidente Jair Bolsonaro, e gritou junto aos
seus colaboradores e amigos – “Meninos vestem azul. Meninas vestem rosa!”. Essas
duas frases, tiradas do contexto, parecem indicar uma pessoa fora do
equilíbrio. Parece, mas não é.
Damares Alves é educadora, advogada, pastora protestante da denominação
Batista, ferrenha defensora dos direitos humanos e coordenadora do projeto educacional do Programa Proteger. Nasceu no Paraná, mas viveu grande parte de sua vida em
diversas localidades do Nordeste. Fundou, em meados da década de 1980, com
colaboradores, o Comitê Estadual de Sergipe do Movimento Nacional Meninas e
Meninos, que tem como principal função social a proteção de crianças moradoras
de rua. Atuou, ainda no final da década de 1980, na defesa dos direitos das
mulheres pescadoras e trabalhadoras do campo. É considerada uma referência no
combate à pedofilia e proteção da infância. Trouxe ao protagonismo a voz de
milhares de crianças com deficiência, vítimas do infanticídio indígena. Há mais
de trinta anos, advoga gratuitamente para mulheres e crianças em situação de
vulnerabilidade social e de violência doméstica.
Criou o Movimento Atini para proteger crianças indígenas
que correm riscos de serem sacrificadas. Sobre os integrantes dos grupos LGBT
já firmou que “eu tenho entendido que dá para ter um governo de paz entre o
movimento conservador, o movimento LGBT e os demais movimentos”. É uma das
fundadoras do Movimento Brasil Sem Aborto, a entidade mais influente na defesa
dos nascituros no Brasil. É coordenadora do Movimento Nacional Brasil Sem
Drogas.
Luta pela igualdade salarial de gêneros. Afirmou, após sua
posse, que “se depender de mim vou para a porta da empresa em que o funcionário
homem, desenvolvendo papel igual ao da mulher, ganhe mais. Acabou isso no
Brasil”.
Essas foram algumas das credenciais ao ser escolhida pelo
presidente Bolsonaro para assumir o Ministério da Mulher, Família e Direitos
Humanos.
Entre os seis e os dez anos de idade – ela está com 54
anos – foi abusada sexualmente. Em entrevista recente, fez um relato dramático
desse episódio, chegando ao ponto de pensar em suicidar-se, aos dez anos. Na
garagem da família conseguiu um veneno guardado para matar ratos e subiu em uma
goiabeira, onde sempre ficava por algum tempo, orando, quando sofria essas violências
sexuais. E ali iria se matar, ingerindo o tal veneno. Quando ela ia consumar o
ato, ela viu Jesus iluminar toda a goiabeira e sentiu que era um aviso para não
cometer aquele ato extremo. E não se suicidou.
Para os cristãos verdadeiramente praticantes, em
particular para os protestantes, não há dúvida de que ela realmente viu Jesus.
Para os cristãos espíritas, como eu, ela poderia ou não ter visto Jesus. Podemos
interpretar como uma visão de um espírito altamente evoluído, irradiante de
luz. Para os ateus – a maioria dos jornalistas – Jesus não existe. Idem para os
judeus. Pois bem, essa dramática história de abuso sexual, significativa à vida
de qualquer ser humano, como é o caso da ministra Damares Alves, foi
radicalmente sintetizada, pela mídia − “Damares viu Jesus na goiabeira” −,
servindo de prato cheio para os adversários do presidente Jair Bolsonaro. É como
se a ministra, do nada, tivesse visto Jesus quando estava em uma goiabeira, no
quintal de sua casa, brincando. Ignoraram o contexto, a história completa, simplesmente
para ridicularizarem a pastora Damares. Uma falta de caráter que, infelizmente,
vigora na grande mídia, nas fake news da internet e em canais comunopetistas.
Esqueceram a trajetória da ministra em defesa das mulheres, das crianças
vulneráveis que vivem nas ruas e de todas as demais ações humanitárias desenvolvidas
nos últimos trinta dos seus 54 anos de idade.
No dia de sua posse no Ministério da Mulher, Família e Direitos
Humanos, ela disse a badalada frase “Meninos vestem azul. Meninas vestem
rosa!”, como símbolo de sua luta contra a ideologia de gênero nas escolas de
educação infantil e ensino fundamental. Foi uma figura de linguagem para
estabelecer um marco na gestão do Presidente Jair Bolsonaro, com o significado
de que a partir de 1º de janeiro de 2019 não haveria mais a doutrinação de
ideologia de gênero nas escolas, deixando claro que a educação sexual, nessa
faixa etária, cabe exclusivamente à família e não ao Estado e às escolas.
Novamente os globais alimentados pela Lei Rouanet e os idólatras do presidiário
Lula esqueceram o contexto e ficaram apenas nas manchetes. Mais uma vez a
ministra Damares teve que explicar, para os ignorantes, o significado de sua
frase.
Vai ser difícil para a ministra Damares Alves gerir, com
liberdade, o Ministério
da Mulher, Família e Direitos Humanos. A patrulha comunopetista e os garbosos
globais, favoráveis aos milhões da Lei Rouanet, ao aborto, à ideologia de
gênero, às esmolas em vez de emprego e trabalho e outras aberrações por eles
defendidas – e derrotadas vigorosamente nas urnas de outubro findo – vai
acompanhá-la durante a sua gestão. Se ela fosse ateia talvez fosse menos
atacada. Como é uma religiosa, pastora protestante a chacota tenta agredir
todos os cristãos. Trata-se de uma discriminação odiosa, que não tem fundamento
legal, ético ou moral. É apenas o ódio da derrota e da estupidez.
▲
Nenhum comentário:
Postar um comentário