Jair Messias Bolsonaro nasceu em Glicério (SP), em 21 de março de 1955. Glicério é um pequeno
município do interior de São Paulo. Tem 4.801
habitantes, segundo estimativa do IBGE para 2018. Filho de Olinda e Geraldo
Bolsonaro. É descendente de imigrantes italianos, portugueses e alemães.
Foi casado três vezes: Rogéria Nantes Nunes Braga, a primeira, com quem
teve três filhos Flávio (eleito senador), Carlos, vereador do município do Rio
de Janeiro, e Eduardo, eleito deputado Federal por São Paulo com a maior
votação da história da Câmara; Ana Cristina Valle, a segunda, com quem teve o
filho Renan; e Michele de Paula Firmo Reinaldo, a atual, desde 2007, com quem
teve a filha Laura. A família reside na cidade do Rio de Janeiro.
É católico confesso, mas frequenta igrejas evangélicas, com sua esposa e
filhos, todos ligados a denominações protestantes.
Em Glicério, antes da maioridade, exerceu algumas atividades, como
distribuidor de jornais. Ao completar dezoito anos, ingressou na Escola
Preparatória de Cadetes do Exército. Em 1973, foi aprovado em concurso para ingresso
na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Rezende (RJ). Foi diplomado
em 1977.
Jair Bolsonaro serviu na artilharia de campanha e paraquedismo no Exército.
Em1982, cursou a Escola de Educação Física do
Exército, em 1987, a Escola de Aperfeiçoamento do Exército. Em 1988,
passou para a reserva no posto de capitão, a fim de concorrer à vereança no
município do Rio de Janeiro. Eleito, prosseguiu sua carreira política cumprindo
sete mandatos como deputado federal, entre 1991 e 2018, por diversos pequenos
partidos: Partido Democrata Cristão (PDC); Partido
Progressista Reformador (PPR), resultado da fusão entre o Partido Democrático
Social (PDS) e o Partido Democrata Cristão (PDC); Partido Progressista Brasileiro (PPB),
fundado com a fusão do Partido Progressista
Reformador (PPR) com o Partido Progressista (PP) e o Partido Republicano
Progressista (PRP), hoje apenas Progressista; Partido Trabalhista Brasileiro, criado por Getúlio Vargas, em 1945;
Partido da Frente Liberal (PFL), hoje apenas Democratas (DEM), fruto de dissidência do PDS; Partido Social Cristão (PSC); e o atual Partido Social Liberal (PSL), instituído
em 1998, que defende menor participação do Estado na economia, concentrando
despesas e investimentos nos serviços públicos de educação, saúde e segurança pública. Apesar de
ter pertencido a sete partidos políticos, Bolsonaro mantém fidelidade aos seus
princípios liberais, mas conservador nos costumes.
Segundo levantamento dos 26 anos de atividade
parlamentar na Câmara Federal, Jair Bolsonaro aprenstou 162 Projetos de Lei
(PL), um Projeto de Lei Complementar (PLC) e cinco propostas de Emenda à
Constituição (PEC); há 470 outras proposições, como emendas a projetos em
comissões, indicações de autoridades para que prestem informações em casos
analisados pela Câmara e mensagens e manifestações em plenário. Ele conseguiu
aprovar dois projetos de lei e uma Emenda Constitucional, a PEC que prevê
emissão de recibos junto ao voto nas urnas eletrônicas.
Sob a liderança de Jair Bolsonaro, o PSL deixou de ser um partido
considerado nanico. Nas eleições deste ano, o PSL saltou de sete para 52
deputados federais, a segunda banca na Câmara Federal; sem representação no
Senado, agora terá quatro senadores; sem nenhum governador, em 2019 terá três;
elegeu, ainda, 875 vereadores, trinta prefeitos e 76 deputados estaduais.
Considerado do “baixo clero” na Câmara, em 2014 Bolsonaro resolveu que
seria candidato a Presidente da República, em 2018. Alguns amigos dele
entenderam como um objetivo impossível. Ele seguiu com o seu propósito. Viajou
pelo mundo. Conheceu novas culturas e várias experiências de países que
venceram os obstáculos da natureza, como Israel e Japão. Conversou com
lideranças exitosas da livre iniciativa e de governos democráticos. No Brasil,
visitou todas as regiões, ouviu e observou as necessidades das pessoas, em
particular, no Nordeste e Norte. Como deputado, não foi inoperante. Como
pertencia a partidos nanicos, seus projetos, emendas e demais proposições
tinham poucas possibilidades de ser vitoriosas. Participou de votações
polêmicas. Enfrentou lideranças radicais. Jamais se deixou abater por suas
derrotas na Câmara. Parece que quanto mais ele perdia, mais ele se fortalecia
para embates maiores, que o futuro lhe reservou. E esse momento chegou. Tentou
ser indicado pelo partido ao qual estava filiado, o PSC, que lhe negou a
legenda para ser candidato a Presidente da República. Migrou para o PSL e
conseguiu o apoio necessário. Teve dificuldade de conseguir a parceria de
outros partidos e de atrair um nome de peso para ser seu companheiro de chapa,
a Vice-presidência. Seu percentual de preferência do eleitorado estava parado
em um por cento. Ele não se abateu. Continuou a sua luta, sem dar importância
às dificuldades e com mais força de vontade foi superando todas. Como não tinha
horário na TV e nem recursos do fundo partidário, partiu para o corpo a corpo
nas ruas e o uso intenso das redes sociais. Parentes, amigos e admiradores
serviram de divulgadores, como voluntários, com ênfase para os grupos do
WhatsApp. A sua trajetória parecia ter sido interrompida no atentado terrorista
de um militante petista, no dia 6 de setembro, em Juiz de Fora, em uma passeata
que reuniu milhares de pessoas. A facada que recebeu no abdome revelava a
fragilidade do corpo físico do candidato à agressão violenta sofrida. Mas a
dedicação e vontade do espírito que anima aquele corpo não se deixou abater.
Não pode mais ir às ruas para receber o abraço do povo e de seus adeptos. Ficou
hospitalizado, mas os voluntários militantes, sem qualquer remuneração,
continuaram, com mais afinco, na tarefa de divulgar suas ideias e seus
propósitos à frente da Presidência da República. Foi alvo de críticas
infundadas, de mentiras e agressões verbais e de fake news de seus principais
adversários. Venceu no primeiro turno das eleições, mas não conseguiu maioria
absoluta. Foi para o segundo turno e venceu de goleada um candidato de campanha
milionária. Haddad consumiu em sua campanha R$ 34.400,867, mas arrecadou
somente R$ 32.672,599, um déficit de R$ 1.728,268; Haddad está mendigando ajuda
dos militantes comuno-petistas para pagar os credores de sua campanha
milionária, com dinheiro do povo via tributos escorchantes (94,5% [R$
32.508.819] veio do Fundo de Financiamento Público da Campanha; apenas 5,5% [R$
724.065] de financiamento coletivo e doações). Bolsonaro gastou somente R$
1.721,537 e arrecadou R$ 2.547,640, com um superávit de R$ 826,103. A campanha
do candidato PT/PCdoB custou aos cofres públicos R$ 32.508.819. A de Jair
Bolsonaro não consumiu nenhum centavo de dinheiro público, foi totalmente
financiada por seus eleitores e militantes.
O candidato Haddad, doutor pela USP em questões comunistas, ia
semanalmente à Polícia Federal, em Curitiba, buscar orientações do presidiário
Lula para sua campanha milionária pela TV. Enquanto isso, o candidato Bolsonaro
liderava os seus militantes, com orientações práticas e seguras e aparecimentos
estratégicos nas redes sociais. Não precisou ir a nenhum debate na TV, enquanto
seus adversários inventavam práticas que Bolsonaro nunca fez.
Jair Bolsonaro foi o primeiro presidente eleito nesta Nova República que
comemorou sua eleição com uma prece a Deus e a Jesus Cristo, como católico com
apoio da grande maioria dos evangélicos, de diversas denominações. Isso é
significativo. O Estado é laico, mas o Presidente da República será, na próxima
legislatura, um homem que terá Jesus Cristo como o Guia Supremo de suas ações
em benefício do povo brasileiro. Irá construir um Estado liberal mínimo e
reconstruir os serviços públicos de educação, saúde e segurança.
O presidente eleito e diplomado Jair Bolsonaro assume a Presidência da
República no próximo dia 1º de janeiro de 2019, sob as bênçãos do Cristo e sob
sua luz vai governar. O materialismo conduziu o Brasil nas últimas décadas e
nos levou a uma crise histórica de valores. Não deu certo. Agora, o
espiritualismo tomará conta do Poder Executivo, sob a batuta do presidente Jair
Messias Bolsonaro. É, por tudo isso,
um presidente fora da caixinha...
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