domingo, 23 de dezembro de 2018

Jair Bolsonaro: um presidente fora da caixinha


Jair Messias Bolsonaro nasceu em Glicério (SP), em 21 de março de 1955. Glicério é um pequeno município do interior de São Paulo. Tem 4.801 habitantes, segundo estimativa do IBGE para 2018. Filho de Olinda e Geraldo Bolsonaro. É descendente de imigrantes italianos, portugueses e alemães.
Foi casado três vezes: Rogéria Nantes Nunes Braga, a primeira, com quem teve três filhos Flávio (eleito senador), Carlos, vereador do município do Rio de Janeiro, e Eduardo, eleito deputado Federal por São Paulo com a maior votação da história da Câmara; Ana Cristina Valle, a segunda, com quem teve o filho Renan; e Michele de Paula Firmo Reinaldo, a atual, desde 2007, com quem teve a filha Laura. A família reside na cidade do Rio de Janeiro.
É católico confesso, mas frequenta igrejas evangélicas, com sua esposa e filhos, todos ligados a denominações protestantes.
Em Glicério, antes da maioridade, exerceu algumas atividades, como distribuidor de jornais. Ao completar dezoito anos, ingressou na Escola Preparatória de Cadetes do Exército. Em 1973, foi aprovado em concurso para ingresso na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Rezende (RJ). Foi diplomado em 1977.
Jair Bolsonaro serviu na artilharia de campanha e paraquedismo no Exército. Em1982, cursou a Escola de Educação Física do Exército, em 1987, a Escola de Aperfeiçoamento do Exército. Em 1988, passou para a reserva no posto de capitão, a fim de concorrer à vereança no município do Rio de Janeiro. Eleito, prosseguiu sua carreira política cumprindo sete mandatos como deputado federal, entre 1991 e 2018, por diversos pequenos partidos: Partido Democrata Cristão (PDC); Partido Progressista Reformador (PPR), resultado da fusão entre o Partido Democrático Social (PDS) e o Partido Democrata Cristão (PDC);  Partido Progressista Brasileiro (PPB), fundado com a fusão do Partido Progressista Reformador (PPR) com o Partido Progressista (PP) e o Partido Republicano Progressista (PRP), hoje apenas Progressista; Partido Trabalhista Brasileiro, criado por Getúlio Vargas, em 1945; Partido da Frente Liberal (PFL), hoje apenas Democratas (DEM),  fruto de dissidência do PDS; Partido Social Cristão (PSC); e o atual Partido Social Liberal (PSL), instituído em 1998, que defende menor participação do Estado na economia, concentrando despesas e investimentos nos serviços públicos de  educação, saúde e segurança pública. Apesar de ter pertencido a sete partidos políticos, Bolsonaro mantém fidelidade aos seus princípios liberais, mas conservador nos costumes.
Segundo levantamento dos 26 anos de atividade parlamentar na Câmara Federal, Jair Bolsonaro aprenstou 162 Projetos de Lei (PL), um Projeto de Lei Complementar (PLC) e cinco propostas de Emenda à Constituição (PEC); há 470 outras proposições, como emendas a projetos em comissões, indicações de autoridades para que prestem informações em casos analisados pela Câmara e mensagens e manifestações em plenário. Ele conseguiu aprovar dois projetos de lei e uma Emenda Constitucional, a PEC que prevê emissão de recibos junto ao voto nas urnas eletrônicas.
Sob a liderança de Jair Bolsonaro, o PSL deixou de ser um partido considerado nanico. Nas eleições deste ano, o PSL saltou de sete para 52 deputados federais, a segunda banca na Câmara Federal; sem representação no Senado, agora terá quatro senadores; sem nenhum governador, em 2019 terá três; elegeu, ainda, 875 vereadores, trinta prefeitos e 76 deputados estaduais.
Considerado do “baixo clero” na Câmara, em 2014 Bolsonaro resolveu que seria candidato a Presidente da República, em 2018. Alguns amigos dele entenderam como um objetivo impossível. Ele seguiu com o seu propósito. Viajou pelo mundo. Conheceu novas culturas e várias experiências de países que venceram os obstáculos da natureza, como Israel e Japão. Conversou com lideranças exitosas da livre iniciativa e de governos democráticos. No Brasil, visitou todas as regiões, ouviu e observou as necessidades das pessoas, em particular, no Nordeste e Norte. Como deputado, não foi inoperante. Como pertencia a partidos nanicos, seus projetos, emendas e demais proposições tinham poucas possibilidades de ser vitoriosas. Participou de votações polêmicas. Enfrentou lideranças radicais. Jamais se deixou abater por suas derrotas na Câmara. Parece que quanto mais ele perdia, mais ele se fortalecia para embates maiores, que o futuro lhe reservou. E esse momento chegou. Tentou ser indicado pelo partido ao qual estava filiado, o PSC, que lhe negou a legenda para ser candidato a Presidente da República. Migrou para o PSL e conseguiu o apoio necessário. Teve dificuldade de conseguir a parceria de outros partidos e de atrair um nome de peso para ser seu companheiro de chapa, a Vice-presidência. Seu percentual de preferência do eleitorado estava parado em um por cento. Ele não se abateu. Continuou a sua luta, sem dar importância às dificuldades e com mais força de vontade foi superando todas. Como não tinha horário na TV e nem recursos do fundo partidário, partiu para o corpo a corpo nas ruas e o uso intenso das redes sociais. Parentes, amigos e admiradores serviram de divulgadores, como voluntários, com ênfase para os grupos do WhatsApp. A sua trajetória parecia ter sido interrompida no atentado terrorista de um militante petista, no dia 6 de setembro, em Juiz de Fora, em uma passeata que reuniu milhares de pessoas. A facada que recebeu no abdome revelava a fragilidade do corpo físico do candidato à agressão violenta sofrida. Mas a dedicação e vontade do espírito que anima aquele corpo não se deixou abater. Não pode mais ir às ruas para receber o abraço do povo e de seus adeptos. Ficou hospitalizado, mas os voluntários militantes, sem qualquer remuneração, continuaram, com mais afinco, na tarefa de divulgar suas ideias e seus propósitos à frente da Presidência da República. Foi alvo de críticas infundadas, de mentiras e agressões verbais e de fake news de seus principais adversários. Venceu no primeiro turno das eleições, mas não conseguiu maioria absoluta. Foi para o segundo turno e venceu de goleada um candidato de campanha milionária. Haddad consumiu em sua campanha R$ 34.400,867, mas arrecadou somente R$ 32.672,599, um déficit de R$ 1.728,268; Haddad está mendigando ajuda dos militantes comuno-petistas para pagar os credores de sua campanha milionária, com dinheiro do povo via tributos escorchantes (94,5% [R$ 32.508.819] veio do Fundo de Financiamento Público da Campanha; apenas 5,5% [R$ 724.065] de financiamento coletivo e doações). Bolsonaro gastou somente R$ 1.721,537 e arrecadou R$ 2.547,640, com um superávit de R$ 826,103. A campanha do candidato PT/PCdoB custou aos cofres públicos R$ 32.508.819. A de Jair Bolsonaro não consumiu nenhum centavo de dinheiro público, foi totalmente financiada por seus eleitores e militantes.
O candidato Haddad, doutor pela USP em questões comunistas, ia semanalmente à Polícia Federal, em Curitiba, buscar orientações do presidiário Lula para sua campanha milionária pela TV. Enquanto isso, o candidato Bolsonaro liderava os seus militantes, com orientações práticas e seguras e aparecimentos estratégicos nas redes sociais. Não precisou ir a nenhum debate na TV, enquanto seus adversários inventavam práticas que Bolsonaro nunca fez.
Jair Bolsonaro foi o primeiro presidente eleito nesta Nova República que comemorou sua eleição com uma prece a Deus e a Jesus Cristo, como católico com apoio da grande maioria dos evangélicos, de diversas denominações. Isso é significativo. O Estado é laico, mas o Presidente da República será, na próxima legislatura, um homem que terá Jesus Cristo como o Guia Supremo de suas ações em benefício do povo brasileiro. Irá construir um Estado liberal mínimo e reconstruir os serviços públicos de educação, saúde e segurança.
O presidente eleito e diplomado Jair Bolsonaro assume a Presidência da República no próximo dia 1º de janeiro de 2019, sob as bênçãos do Cristo e sob sua luz vai governar. O materialismo conduziu o Brasil nas últimas décadas e nos levou a uma crise histórica de valores. Não deu certo. Agora, o espiritualismo tomará conta do Poder Executivo, sob a batuta do presidente Jair Messias Bolsonaro. É, por tudo isso, um presidente fora da caixinha...

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