domingo, 26 de abril de 2020

Teu lugar na vida


Teu lugar na vida
Hammed
“[...] Quando fordes convidados para bodas, não tomeis nelas o primeiro lugar, temendo que se encontre entre os convidados uma pessoa mais considerada que vós, e que aquele que vos tiver convidado não venha vos dizer: Dai vosso lugar a este...”. [...] todo aquele que se eleva será rebaixado, e todo aquele que se rebaixa será elevado” (Capítulo 7, item 5).


Querendo ilustrar suas prédicas, como sempre de modo claro e compreensível, Jesus de Nazaré considerava, certa ocasião, como os convidados de uma festividade se comportavam precipitadamente, na ânsia de tomar os lugares principais da mesa, com isso desrespeitando os princípios básicos do bom senso e da educação.
Qual o teu lugar à mesa? Qual a tua posição no universo de ti mesmo? Essa a grande proposta feita pelo Mestre nesta parábola.
Será que o lugar que ocupas hoje é teu mesmo? Ou influências externas te levam a direções antagônicas de acordo com o teu modo de pensar e agir?
Tens escutado a voz da alma, que é Deus em ti, ou escancarado teus ouvidos às opiniões e conceitos dos outros?
Nada pior do que te sentires deslocado na escola, profissão, círculo social ou mesmo entre familiares, porque deixas parentes, amigos, cônjuges e companheiros pensarem por ti, não permitindo que Deus fale contigo pelas vias inspirativas da alma.
Essa inadaptação que sentes é fruto de teu deslocamento íntimo por não acreditares em tuas potencialidades. Achas-te incapaz, não por seres realmente, mas porque te fazes surdo às tuas escolhas e preferências oriundas de tua própria essência.
Se permaneceres nesse comportamento volúvel, apontando frequentemente os outros como responsáveis pela tua inadequação e conflitos, porque não assumes que és uma folha ao vento entre as vontades alheias, te sentirás sempre um solitário, ainda que rodeado por uma multidão.
Porém, se não mais negares sistematicamente que tuas ações são, quase na totalidade, frutos do consenso que fizeste do somatório de conselhos e palpites vários, estarás sendo, a partir desse instante, convidado a sentar no teu real lugar, na mesa da existência.
Por fim, perceberás com maior nitidez quem é que está movimentando tuas decisões e o quanto de participação tens nas tuas opções vivenciais.
No exame da máxima “todo aquele que se eleva será rebaixado e todo aquele que se rebaixa será elevado”, vale consi­derar que não é a postura de se “dar ares” de humildade ou a de se rebaixar de forma exagerada e humilhante que te poderá levar à conscientização plena da tua localização dentro de ti mesmo. Sintonizando-te na verdadeira essência da humildade, que é conceituada como “olhar as coisas como elas são realmente”, e percebendo que a tua existência é responsabilidade unicamente tua, é que tu serás tu mesmo.
Ser humilde é auscultar a origem real das coisas, não com os olhos da ilusão, mas com os da realidade, despojando-se da imaginação fantasiosa de uma ótica mental distorcida, nascida naqueles que sempre acham que merecem os “melhores lugares em tudo.
Vale considerar que, por não estarmos realizando um constante exercício de auto-observação, quase sempre deduzimos ou captamos a realidade até certo ponto e depois concluímos o restante a nosso bel-prazer, criando assim ilusões e expectativas desgastantes que nos descentralizam de nossos objetivos.
 Quem encontrou o seu lugar respeita invariavelmente o lugar dos outros, pois divisa a própria fronteira e, consequentemente, não ultrapassa o limite dos outros, colocando na prática o “amor próximo”.
Para que encontres o teu lugar, é necessário que tenhas uma “simplicidade lúcida”, e o despojar dos teus enganos e fantasias fará com que encontres a autêntica humildade.
Para que não tenhas que ceder teu lugar a outro, é indispensável que vejas as coisas como elas são realmente e que uses o bom senso como ponto de referência para o teu aprimoramento e para a tua percepção da verdade como um todo.
Procura-te em ti mesmo: eis a possibilidade de sempre achares o lugar que te pertence perante a Vida Excelsa.
(Extraído do livro Renovando atitudes / ditado pelo Espírito Hammed; [psicografado por] Francisco do Espírito Santo Neto. Catanduva, SP: Boa Nova, 2008, pp. 41/43)

sábado, 11 de abril de 2020

OS PRETOS-VELHOS E A FILOSOFIA CRISTÃ




É devagar.
É devagarinho.
Quem caminha com Preto
Nunca fica no caminho.
(De um ponto cantado dos Pretos-Velhos)
A imigração dos africanos
Jesus, conta-nos o Irmão X (Humberto de Campos), pela mediunidade de Chico Xavier, procurado por Ismael, mentor espiritual de nossa pátria, que demonstrava preocupação ante os desvios da colonização brasileira com o uso da escravidão dos negros africanos pelos portugueses, afirmou-lhe que “havia determinado que a Terra do Cruzeiro se povoasse de raças humildes do planeta, buscando-se a colaboração dos povos sofredores das regiões africanas” (Os trechos entre aspas foram extraídos do livro Brasil, coração do mundo, pátria do Evangelho, ditado pelo Espírito Irmão X ao médium Chico Xavier, edição FEB, 1977).
Para plantar as sementes vivas do Evangelho no Coração do Mundo – o Brasil –, Jesus contava com a participação dos negros africanos, espíritos humildes reencarnados na África.
E os negros foram trazidos para o Brasil...
... E, aqui, “foram humilhados e abatidos...; o Senhor, porém, lhes sustenta o coração oprimido, iluminando o calvário dos seus indivisíveis padecimentos com a lâmpada suave do seu inesgotável amor. Através das linhas tortuosas dos homens, realizou Jesus seus grandes e benditos objetivos, porque os negros das costas africanas foram uma das pedras angulares do monumento evangélico do Coração do Mundo. Sobre os seus ombros flagelados, carrearam-se quase todos os elementos materiais para a organização física do Brasil, ao lado dos indígenas, e, do manancial de humildade de seus corações resignados e tristes, nasceram lições comovedoras, imunizando todos os espíritos contra os excessos do imperialismo e do orgulho injustificáveis das outras nações do planeta, dotando-se a alma brasileira dos mais belos sentimentos de fraternidade, de ternura e de perdão”.
A reencarnação de brancos como negros.
Paralelamente à imigração dos negros de África, recomenda Jesus a Ismael que promova a reencarnação, como negros, no Brasil, de Espíritos dotados de sabedoria, mas, ainda, necessitados de provas no campo do Amor, como condição para a regeneração.
Assim, Ismael arrebanhou, nas regiões inferiores da crosta terrestre, espíritos que suplicaram essa prova a Jesus: “antigos batalhadores das cruzadas, senhores feudais da Idade Média, padres e inquisidores, espíritos rebeldes e revoltados”.
Como negros e escravos, “buscaram as pérolas da humildade e do sentimento com que se apresentaram mais tarde a Jesus, no dia que lhes raiou, da redenção e glória”.
O negro como Guia Espiritual.
Os espíritos reencarnados, vindos da África, e os desencarnados, atraídos das regiões espirituais inferiores do planeta, pela afinidade adquirida ao longo dos anos como escravos, no Brasil, reuniram-se, no plano astral brasileiro, e criaram a colônia espiritual, conhecida como Aruanda, que mantém vilas, postos e sobpostos de socorro e assistência espiritual, em alguma dimensão da área geográfica reservada ao Brasil.
Encarnados ou desencarnados, continuaram a cumprir as instruções do Alto, laborando pela implantação do Amor e do Perdão na Pátria do Evangelho.
Feita a aliança do Amor com a Sabedoria, duas asas que conduzem o espírito à presença de Deus, segundo Emmanuel, trataram de criar um movimento religioso, pelo qual, através da mediunidade, pudessem prolongar o trabalho iniciado quando encarnados, como escravos negros: servir, amando e perdoando, sempre. Na chamada “mesa branca kardecista” ou nas reuniões espíritas eram rechaçados e expulsos como obsessores ou impostores. A estratégia era criar condições para a manifestação desses espíritos, para o cumprimento das tarefas que lhes foi confiada pela Espiritualidade.
Estavam lançadas as sementes da Umbanda. E com esta, o trabalho amoroso dos Pretos-Velhos e Pretas-Velhas, como humildes viveram, enquanto encarnados, como escravos do branco. Ou já libertos, mas largados, abandonados pela maioria de seus antigos “senhores”.
Ao longo dessa jornada, os Pretos-Velhos têm desenvolvido intensa atividade, junto a encarnados e desencarnados, arrebanhando ovelhas para o Pastor Divino.
Os Pretos-Velhos, consoladores ou magistas, tendo vivenciado o perdão, a tolerância, a resignação e o amor fraterno e universal, adquiriram as condições espirituais necessárias para empreenderem a tarefa evangelizadora no Brasil.
Ninguém, como eles, quando encarnados como negros escravos, viveu, com tanto realismo, as Bem-aventuranças (Mateus, 5 : 3 a 1) ...
... Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados...
...  Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois que serão saciados...
... Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que deles é o reino dos céus...
... Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra...
... Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus...
... Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque obterão misericórdia...
Os aflitos, os famintos, os perseguidos, os pobres de espírito (os simples), os puros de coração (sentimento), os brandos, os pacíficos e os misericordiosos são os negros escravos que sofreram resignadamente todas as provações que lhes foram colocadas no caminho, de acordo com a pedagógica Lei da Reencarnação. Tiveram oportunidade de provar sua fé, sua esperança e sua submissão aos desígnios da Lei Divina. E, hoje, são os Pretos-Velhos e Pretas-Velhas consoladores e fraternos, ou os magistas, que “baixam” nos terreiros de Umbanda ou, quando é permitido, nas reuniões espíritas. Viveram e pregam a filosofia cristã do “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”.
São os evangelizadores e consoladores do povo, os apóstolos do Cristo a pregarem, pelos médiuns de boa vontade, a mensagem viva da Fé, do amor e da caridade. São os mensageiros do Cristo para a convocação feita por Jesus e registrada por Mateus (11: 28 a 30):
Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu ajugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é asuave, e o meu fardo é leve.
¨
(Crédito da imagem: Araquém Álvaro, artista fluminense)

sábado, 4 de abril de 2020

Brasil ― Pátria do Evangelho


Brasil ― Pátria do Evangelho
Humberto de Campos
Com a República, atingiu o Brasil a sua maioridade coletiva e as falanges do Infinito, naturalmente, con­centraram as suas possibilidades e esforços no desen­volvimento da obra de Ismael no país do Cruzeiro.
Seus maiores eventos puramente políticos não deixa­ram, no entanto, de ser acompanhados pelos mensagei­ros do Bem, objetivando a tranquilidade comum e a evolução geral.
Todavia, com o grande feito de 15 de novembro de 1889, terminamos este escorço, à guisa de história.
Outros, por certo, consultando as razões dos fatos relacionados no tempo, poderão apresentar trabalho mais pormenorizado e melhor, no domínio dos estudos transcendentes do psicólogo e do historiador, onde se emaranham as causas profundas dos menores aconte­cimentos, englobando as atividades de quantos, ainda encarnados, se encontram em evidência no país e são suscetíveis de apresentar, de futuro, mais amplos escla­recimentos.
Nosso objetivo, trazendo alguns apontamentos à história espiritual do Brasil, foi tão-somente encarecer a simultaneamente, que cada nação, como cada indiví­duo, tem sua tarefa a desempenhar no concerto dos po­vos. Todas elas têm seus ascendentes no mundo invisí­vel, de onde recebem a seiva espiritual necessária à sua formação e conservação. E um dos fins principais do nosso escorço foi examinar, aos olhos de todos, a ne­cessidade da educação pessoal e coletiva, no desdobra­mento de todos os trabalhos do país. Porque, a realida­de é que o Brasil, na sua situação especialíssima e com o seu patrimônio imenso de riquezas, não poderá insu­lar-se do resto do mundo ou acastelar-se na sua posição de Pátria do Evangelho, embora a época seja de autar­quias detestáveis, neste período de decadência e transi­ção de todos os sistemas sociais.
O maior problema é o da educação nacional, para que os filhos das outras terras, necessários e indispen­sáveis ao progresso econômico da nação, não se sintam dispostos a reviver, no Brasil, as taras de suas antigas organizações e sim, absorvidos no círculo espiritual do país do Evangelho, possam integrar as suas fileiras de fraternidade e evolução.
Apesar da recente filosofia do "bastar-se a si mes­mo", nenhum país do mundo pode viver independente da comunidade internacional. Toda a grandeza material de um povo repousa na regularidade dos fenômenos da troca e todas as guerras, quase sempre, têm origem na desarmonia do comércio entre as nações. No Brasil, a chamada contribuição estrangeira é indispensável; e o único recurso, contra a incursão do elemento nocivo ou ameaçador da estabilidade das instituições brasileiras, é a educação ampla do povo, em cujos labores sagrados deveriam viver todos os programas do bom nacionalis­mo.
Se muitas escolas existem no Sul, onde somente se ensina o idioma alemão, em muitos casos é porque os professores do Brasil não se decidiram a enfrentar as surpresas da região, a fim de zelarem pelo patrimônio intelectual dos novos operários da pátria. Se algumas dezenas de agrônomos vieram diretamente de Tóquio para os riquíssimos vales do Amazonas, é que os agrô­nomos brasileiros não se animaram a trabalhar no ser­tão hostil, receosos do sacrifício. Entretanto, não falta­riam espíritos abnegados e corajosos, no seio do povo fraterno que floresce no coração geográfico do mundo, ansiosos por participarem da grande obra construtiva de organização cultural e econômica da terra em que se desenvolvem numa grande tarefa de amor, se os ambi­entes universitários, com as suas habilitações oficiais, não estivessem abertos somente à aristocracia do ouro. A palavra de um mestre custa uma fortuna, apenas sus­cetível de ser remunerada pelas famílias mais abastadas e mais favorecidas, e nem sempre nesses ambientes confortáveis se encontram as almas apaixonadas pela luta em prol do progresso comum.
Nesta época de confusão e amargura, quando, com as mais justas razões, se tem, por toda parte, a triste organização do homem econômico da filosofia marxis­ta, que vem destruir todo o patrimônio de tradições dos que lutaram e sofreram no pretérito da humanidade, as medidas de repressão e de segurança devem ser toma­das a bem das coletividades e das instituições, a fim de que uma onda inconsciente de destruição e morticínio não elimine o altar de esperanças da pátria. Que o capitalismo, visando à própria tranquilidade coletiva, seja chamado pelas administrações ao debate, a incentivar com os seus largos recursos a campanha do livro, do saneamento e do trabalho, em favor da concórdia uni­versal. (grifei)
Não nos deteremos a falar, depois da República, de quantos se encontram ainda no cenáculo das atividades e dos feitos do país, porquanto semelhante ação de nos­sa parte constituiria uma intervenção indébita nas inici­ativas e empreendimentos dos "vivos". Jesus, que é a suprema personificação de toda a misericórdia e de toda a justiça, auxiliará a cada qual, no desdobramento dos seus esforços para glória da nacionalidade.
O Brasil está cheio de ideologias novas, refletindo a paisagem do século; cabe aos bons operários do Evan­gelho concentrar suas atividades no esclarecimento das almas e na educação dos espíritos
Todas as fórmulas humanas, dentro das concepções que exprimam, por mais alevantadas que se afigurem, são perecíveis e transitórias. A política sofrerá, no curso dos séculos, as alternativas do direito da força e da for­ça do direito, até que o planeta possa atingir relativa perfeição social, com a cultura generalizada. A Ciência, como a Filosofia e as escolas sectárias, viverá entre dúvidas e vacilações, assentando seus feitos na areia instável das convenções humanas. Só o legítimo ideal cristão, reconhecendo que o reino de Deus ainda não é deste mundo, poderá, com a sua esperança e o seu exemplo, espiritualizar o ser humano, espalhando com os seus labores e sacrifícios as sementes produtivas na construção da sociedade do futuro.
Conhecedores dessa grande verdade, supliquemos a Jesus se digne derramar do orvalho de seu amor sobre os vermes da Terra.
Que as falanges de Ismael possam, aliadas a quantos se desvelam pela sua obra divina, reunir o material disperso e que a Pátria do Evangelho mais ascenda e avulte no concerto dos povos, irradiando a paz e a fra­ternidade que alicerçam, indestrutivelmente, todas as tradições e todas as glorias do Brasil.
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Comentários
Esse é o capítulo final do livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, publicado, em 1938, pela Federação Espírita Brasileira, ditado pelo espírito que se identificava, à época, como Irmão X, na psicografia do médium de Jesus, Chico Xavier. Mais tarde, o autor assumiu o seu nome na mais recente encarnação no Brasil: Humberto de Campos (1886/1934), jornalista, escritor e político, radicado na cidade do Rio de Janeiro (RJ). O livro já vendeu mais de 400 mil exemplares em meio impresso e e-book.
Resgata as origens remotas do Brasil, extraídas nas tradições do mundo astral, sob a orientação de Ismael, o governador espiritual de nossa pátria, sob as diretrizes de Jesus, o Mestre dos Mestres, luz da humanidade terrena. Ao mesmo tempo revela a missão de nossa nação, à luz das orientações de Jesus.
Muitos brasileiros criticam o livro por suas previsões otimistas, especialmente, em relação à Pátria do Evangelho. Reclamam que a previsão de 1938 ainda não se realizou, após setenta anos de sua publicação. Esquecem-se de que os espíritos, nas dimensões mais evoluídas, não medem o nosso mundo físico por anos ou séculos.
Espíritos altamente evoluídos são enviados a reencarnações sucessivas, em nosso planeta, para atuarem em todos os setores da economia, da sociedade, da educação, da política. Nem todos, contudo, ao vestirem o corpo físico, conseguem cumprir integralmente a sua tarefa. Poder, dinheiro, sexo, exercidos sem ética, mas com orgulho e egoísmo, são alguns dos atrativos que, geralmente, desviam o ser humano dos seus mais legítimos propósitos, delineados em sua comunidade espiritual, na pré-reencarnação, por uma equipe de espíritos superiores. Um exemplo para essa afirmação. Jesus convoca à sua presença o Espírito Longinus, para reencarnar no Brasil, no corpo de D. Pedro II, a fim de realizar a nossa independência em relação a Portugal, abolir a escravatura, abrir os nossos portos ao comércio internacional, a ser um rei ou imperador de caráter impecável, generoso, competente no exercício de seu mandato político. Quem é Longinus? O mesmo Espírito que animou o corpo físico do apóstolo Pedro, fiel servidor do Grande Mestre. Longinus já havia cumprido várias missões, ao longo dos séculos, sob as ordens de Jesus. E o médium encarregado de transmitir ao mundo as mensagens insertas no Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, foi Francisco Cândido Xavier, o nosso querido Chico Xavier. Longinus cumpriu, aos tropeços, grande parte de sua missão, mas caiu em algumas tentações que prejudicaram, sensivelmente, todo o seu planejamento reencarnatório. Chico Xavier cumpriu integralmente a sua tarefa. Não por acaso animou o corpo físico do apóstolo amado do Mestre Jesus – João Evangelista.
Deus, Supremo Arquiteto do Universo, e Jesus, nosso Mestre, Senhor da Terra, criam, planejam, orientam e protegem os seus filhos e discípulos, além dos demais espíritos, mas não interferem no livre arbítrio dos espíritos com missões relevantes em nosso planeta, exceto em casos extremos. Emmanuel, por intermédio de Chico Xavier, deixa-nos um ensino que esclarece essa questão:
“Se não guardas o favor do Alto, respeitando-o em ti mesmo, se não usas os conhecimentos elevados que recebes para benefício da própria felicidade, se não prezas a contribuição que te vem de cima, não te vale a dedicação dos mensageiros espirituais. Debalde improvisarão eles milagres de amor e paciência, na solução de teus problemas, porque sem a adesão de tua vontade, ao programa regenerativo, todas as medidas salvadoras resultarão imprestáveis.”  (Extraído do livro Pão Nosso, da Coleção Fonte Viva. Ditado pelo Espírito Emmanuel; [psicografado por] Chico Xavier. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2010, p. 114).¨