Airton Santos nos conta a
parábola da ostra e da pérola (disponível em: <https://www.pensador.com/a_ostra_e_a_perola/>):
A Ostra dialogava com a
Perola.
A Ostra: Por que precisa
aparecer? Está bem aqui dentro, segura e abrigada. Você se lembra que já sofreu
por se expor, por isto faço força para não me abrir, é uma maneira de te
proteger das incertezas ou dúvidas que venham a te destruir.
A Perola: Só tenho a agradecer
pelo cuidado, eu sei que é muito importante ter ficado um tempo aqui, para
amadurecimento e crescimento, concordo que tens razão sobre o que me falou
sobre o “certo e duvidoso”, mas sei que ficando aqui, jamais serei admirada por
ninguém.
A Ostra é o medo, o casulo, o comodismo e segurança. A Perola é o sentimento de liberdade e do novo que existe dentro de nós, que precisa sair para ser notado, por que é essencial para a vida, é belo.
A Ostra é o medo, o casulo, o comodismo e segurança. A Perola é o sentimento de liberdade e do novo que existe dentro de nós, que precisa sair para ser notado, por que é essencial para a vida, é belo.
Quem não se lembra de um dito popular antigo – “Quem não arrisca não
petisca”? Ou “errar é humano, persistir no erro é burrice”?
Essas expressões populares traduzem a moral da parábola da ostra e da
pérola.
No lar, a superproteção dos pais com os filhos, que gera o medo e o
comodismo, mas, também a insegurança e não a segurança que pensam dar aos seus
filhos. A liberdade, com limites de acordo com a idade dos rebentos, desperta
no ser humano as suas potencialidades internas, inatas.
Na educação, os professores “professoram”, ditam aulas, querem a
decoreba, o xis no quadradinho, mais fácil e rápido para corrigir e avaliar
para dar a nota ou conceito. Não desejam a liberdade do educando, para ler,
refletir, dialogar, pesquisar, produzir textos e ser avaliado pela informação
que transformou em conhecimento e não pela memória de guardar coisas, a maioria
delas inúteis para vida ou disponíveis em saites da internet. Ou em periódicos
digitais, em tempo real.
Johann Heinrich Pestalozzi (1746/1827), educador suíço, pioneiro da
reforma educacional em seu país, com reflexos altamente positivos na Alemanha,
já enunciava, no século 18, que as escolas deveriam ser verdadeiros centros de
educação, “nos quais as forças morais, intelectuais e físicas, que Deus colocou
em nossa natureza, possam ser despertadas e desenvolvidas, de forma que o
educando possa ser capacitado para viver uma vida digna, contente em si mesmo e
para contentar os outros”. Desenvolver o “sentimento
de liberdade e do novo que existe dentro de nós, que precisa sair para ser
notado, por que é essencial para a vida, é belo”. Despertar as potencialidades
inatas.
Arriscar para petiscar. Esse é o desafio para a geração digital, marca do
século 21. Errar pode ser sinônimo de aprendizagem, como pode ser de medo. Tudo
depende das potencialidades inatas e da educação no lar e na escola. Ou na
vida, quando as duas primeiras não funcionarem corretamente.
As nossas escolhas no presente geram consequências no futuro, próximo ou
distante. Escolha sempre arriscar, de forma consciente e consequente. Errar por
errar é burrice. Errar com planejamento, estratégia, objetivos e metas claramente
definidos, com análise de todos os riscos e ter um “Plano B”, deve fazer parte
da vida pessoal e profissional da geração digital, longe da minha geração,
nascida antes da segunda guerra mundial, sem os recursos das tecnologias
digitais da informação e da comunicação. Se o lar e a escola na educaram,
eduque-se. É a vida em ação. Não olhe para trás, não viva com os olhos no
retrovisor. Pense, reflita, planeje e vá em frente. O Universo vai entender e
trabalhar a seu favor. Sempre.·

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