domingo, 15 de novembro de 2020

Proclamação da República & eleições municipais

Hoje, 15 de novembro, celebra-se a Proclamação da República e, por causa da pandemia Covid-19, estão sendo realizadas as eleições municipais para prefeitos e vereadores. Essa eleição é realizada no primeiro domingo de outubro, nos termos da Constituição de 88.

A Proclamação da República é um evento cada vez menos comemorado. Quando cai numa sexta ou segunda-feira, geralmente ocorre o chamado feriadão. Quem pode, aproveita para visitar os parentes distantes ou para o lazer os mais diversos. Os líderes do movimento nem são lembrados e, muito menos, o marechal Deodoro, o primeiro presidente da República. O nosso país saía, em 1889, de uma monarquia constitucionalista parlamentarista para o presidencialismo que conhecemos hoje.

Os que não têm memória curta devem se lembrar de que a Constituição de 1988, vigente, caminhava para estabelecer o regime parlamentarista. Um plebiscito de última hora elegeu o presidencialismo como a forma de governo da nossa República Federativa do Brasil. E deu no que deu. Um país ingovernável. Temos um “presidencialismo parlamentarista”. Mais uma jabuticaba brasileira. Só tem aqui.

Com 33 partidos e um festival de siglas exóticas MDB, PTB, PDT, PT, DEM, PCdoB, PSB, PSDB, PTC, PSC, PMN, CIDADANIA, PV, AVANTE, PP, PSTU, PCB, PRTB, DC, PCO, PODE, PSL, REPUBLICANOS, PSOL, PL, PSD, PATRIOTA, PROS, SOLIDARIEDADE, NOVO, REDE, PMB, e o caçula, UP (Unidade Popular) torna-se inegociável qualquer projeto de interesse nacional legítimo, Os políticos brasileiros não pensam no Brasil. Pensam neles, em primeiro, segundo, terceiro lugares. Depois os parentes, os cabos eleitorais, os possíveis eleitores. Há raríssimas exceções.

O comunismo está abrigado em uma dezena de partidos PCdoB, PCO, SB, PT,  PV, PSTU, PCB, PSOL, REDE e UP , sem contar os políticos enrustidos, que pululam o PSDB, o PDT e outros. Os outros são liberais ou do chamado “centrão”, estes da turma do “toma lá dá cá”.

O Partido da Mulher Brasileira (PMB) tem candidatos do sexo masculino. Não existe o Partido do Homem Brasileiro (PHB) e nem partido de LGBTQ+. Este já nasceria com uma sigla cada vez mais longa.

Brincadeiras à parte, as eleições municipais são importantíssimas. Tudo acontece no município. Prefeitos e vereadores estão mais próximos de seus eleitores, do povo das comunas ‒  não confundir com uma abreviatura livre para classificar os comunistas...

Os serviços públicos essenciais funcionam ali, com verbas públicas do município, das unidades federativas e do governo federal. Produto dos escorchantes tributos pagos por trabalhadores e empresas. Serviços públicos de educação, saúde, segurança, transporte urbano, água, energia elétrica, infraestrutura sanitária são entregues ao público pelas prefeituras, pelos estados e pela União. A qualidade do serviço público no Brasil ainda é lastimável. A educação de qualidade está ausente em 99% das escolas públicas de educação básica. A saúde, via SUS, é outra prova de que o Estado não é competente para administrar esses serviços. Há exceções? Há, mas elas servem apenas para validar a regra geral de incompetência gerencial nesses serviços. O Estado mínimo está longe de ser realidade no Brasil, dominado pelo clientelismo.

Que o povo que está indo às urnas neste domingo possa eleger políticos comprometidos com o bem público e serviços de qualidade. Que os vereadores façam o dever de casa – fiscalizar a administração dos p

refeitos, em particular, o orçamento e a contabilidade públicos.

Ave Caesar, morituri te salutant. “Salve César, os que vão morrer te saúdam”. Palavras dirigidas pelos gladiadores ao imperador romano, antes de entrarem em luta. Ave Caesar, vivere te salutant, pode ser a saudação aos novos gestores municipais, para que tenham vida saudável, dedicada a uma administração eficiente, eficaz e transparente.¨

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