sábado, 21 de março de 2020

COVID-19: um convite ao amor, à paz, à união e à caridade



A crise mundial, provocada pela pandemia do coronavírus, oferece-nos a oportunidade de desenvolvermos sentimentos de Amor, união, paz e caridade.
Mas a crise pode ser também oportunidades de dissensões, rupturas, exploração econômica, desamor, guerras, ambição.
As crises que atingem casais, provocadas por problemas financeiros, traições, egoísmo, ciúmes geralmente conduzem ao ódio, à separação. O orgulho é um sentimento destruidor que aparece nesses momentos e assume o controle das pessoas envolvidas. Por outro lado, essas crises são oportunidades de desenvolvermos a empatia, a compreensão, a tolerância. O sentimento que prevalece é o Amor, mola mestra da paz, união, entendimento.
A pandemia COVID-19 gera crises na sociedade, como um todo, incluindo legisladores, executivos, magistrados. Esses momentos sombrios que vivemos, podem desenvolver dois sentimentos: Amor ou orgulho. E o que estamos presenciando é a prevalência do orgulho, a desgraça da humanidade. Gestores governamentais, por motivos mesquinhos, políticos, ideológicos, estão em crises e, com apoio da mídia tradicional, escolheram a oportunidade de dissensões, guerras midiáticas. É o orgulho: eu estou com a razão, eu sou melhor, eu sou o escolhido para atuar neste momento. É um “eu sou” em minúscula, miserável, mesquinho, destruidor.
O orgulho, que domina na política brasileira, é fruto do orgulho das pessoas, eleitores, líderes em todas as áreas socioeconômicas, incluindo organizações que se classificam como religiões, mas não cultivam a religiosidade, o Deus, nosso Pai, em nós.
Orgulho e egoísmo nos aproximam da natureza animal inferior. O orgulho, às vezes, é irmão da razão. Orgulho e ambição caminham juntos. O orgulho é uma chaga da humanidade.
Léon Denis, no livro Depois da morte (pág. 262), afirma que “de todos os males o orgulho é o mais temível, pois deixa em sua passagem o germe de quase todos os vícios. É uma hidra monstruosa, sempre a procriar e cuja prole é bastante numerosa”.
Mas existe a oportunidade do Amor, sentimento que constrói para a eternidade, a ser desenvolvido no dia a dia de nossa existência. O Amor é latente em todos seres, mas exige aprendizagem, ao longo de nossa vida eterna.
Na crise pandêmica que estamos passando, que não tem prazo fixo para terminar, o Amor pode ser desenvolvido pelo respeito ao isolamento das pessoas, fator indispensável para controlar o COVID-19, e às orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. Aos empresários, o alerta é de caridade, não obedecendo aos critérios de “demanda e oferta” para fixar o preço de seus produtos, mas o respeito pelo ser humano comum, que não detém poderes e nem recursos financeiros infindáveis para comprar medicamentos, produtos de limpeza, como o álcool gel, a preços abusivos. Caridade!
É o momento de refletirmos sobre uma mensagem secular, transmitida à humanidade por um de seus maiores líderes e pensadores – Paulo de Tarso:
O amor é paciente, é bondoso; o amor não é invejoso, não é arrogante, não se ensoberbece, não é ambicioso, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda ressentimento pelo mal sofrido, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Que assim seja!
(Crédito da imagem: Foto ilustrativa: kieferpix by Getty Images.


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