A crise mundial, provocada pela pandemia do coronavírus, oferece-nos a
oportunidade de desenvolvermos sentimentos de Amor, união, paz e caridade.
Mas a crise pode ser também oportunidades de dissensões, rupturas,
exploração econômica, desamor, guerras, ambição.
As crises que atingem casais, provocadas por problemas financeiros,
traições, egoísmo, ciúmes geralmente conduzem ao ódio, à separação. O orgulho é
um sentimento destruidor que aparece nesses momentos e assume o controle das
pessoas envolvidas. Por outro lado, essas crises são oportunidades de
desenvolvermos a empatia, a compreensão, a tolerância. O sentimento que
prevalece é o Amor, mola mestra da paz, união, entendimento.
A pandemia COVID-19 gera crises na sociedade, como um todo, incluindo legisladores,
executivos, magistrados. Esses momentos sombrios que vivemos, podem desenvolver
dois sentimentos: Amor ou orgulho. E o que estamos presenciando é a prevalência
do orgulho, a desgraça da humanidade. Gestores governamentais, por motivos mesquinhos,
políticos, ideológicos, estão em crises e, com apoio da mídia tradicional,
escolheram a oportunidade de dissensões, guerras midiáticas. É o orgulho: eu
estou com a razão, eu sou melhor, eu sou o escolhido para atuar neste momento.
É um “eu sou” em minúscula, miserável, mesquinho, destruidor.
O orgulho, que domina na política brasileira, é fruto do orgulho das
pessoas, eleitores, líderes em todas as áreas socioeconômicas, incluindo
organizações que se classificam como religiões, mas não cultivam a
religiosidade, o Deus, nosso Pai, em nós.
Orgulho e egoísmo nos aproximam da natureza animal inferior. O orgulho,
às vezes, é irmão da razão. Orgulho e ambição caminham juntos. O orgulho é uma chaga
da humanidade.
Léon Denis, no
livro Depois da morte (pág. 262), afirma que “de
todos os males o orgulho é o mais temível, pois deixa em sua passagem o germe
de quase todos os vícios. É uma hidra monstruosa, sempre a procriar e cuja
prole é bastante numerosa”.
Mas
existe a oportunidade do Amor, sentimento que constrói para a eternidade, a ser
desenvolvido no dia a dia de nossa existência. O Amor é latente em todos seres,
mas exige aprendizagem, ao longo de nossa vida eterna.
Na
crise pandêmica que estamos passando, que não tem prazo fixo para terminar, o
Amor pode ser desenvolvido pelo respeito ao isolamento das pessoas, fator
indispensável para controlar o COVID-19, e às orientações da Organização
Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. Aos empresários, o alerta é de
caridade, não obedecendo aos critérios de “demanda e oferta” para fixar o preço
de seus produtos, mas o respeito pelo ser humano comum, que não detém poderes e
nem recursos financeiros infindáveis para comprar medicamentos, produtos de
limpeza, como o álcool gel, a preços abusivos. Caridade!
É o
momento de refletirmos sobre uma mensagem secular, transmitida à humanidade por
um de seus maiores líderes e pensadores – Paulo de Tarso:
O amor é paciente, é
bondoso; o amor não é invejoso, não é arrogante, não se ensoberbece, não é
ambicioso, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda ressentimento
pelo mal sofrido, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;
tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Que
assim seja!
(Crédito da
imagem: Foto ilustrativa: kieferpix by Getty Images.
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