sábado, 1 de fevereiro de 2020

Mundos paralelos: a Terra é uma cebola...


Chico Xavier, o médium divino, afirmava que “O Universo é como se fosse uma cebola partida ao meio. O que enxergamos? Diversas camadas. Cada camada corresponde a uma dimensão. Vivemos, apenas e tão somente, numa camada da cebola. A Terra não é mais que uma camada da cebola. O plano espiritual é a próxima camada da cebola. Mas para que possamos subir a uma esfera mais elevada, precisamos perder peso, ou seja, precisamos ocupar corpos cada vez mais diáfanos, aperfeiçoados, cada vez mais etéreos, menos grosseiros”.
Trazendo essa teoria para o nosso planeta, temos a Terra como uma cebola. Cada camada da cebola é uma dimensão. E cada dimensão é um mundo, desde o físico, onde nós vivemos, até o mais diáfano onde vivem espíritos em adiantado estado de evolução espiritual, em escala infinita. Ao chegar à camada mais elevada do planeta, o Espírito pode ansiar a vida em planetas mais evoluídos do que o nosso. Em outra camada do universo.
“Há muitas moradas na casa do Pai” (JOÃO, 14:1 a 3.). Essas moradas podem ser os milhões de planetas que giram pelo universo, assim como as moradas em cada camada da cebola, em cada planeta.
O físico Stephen Hawking, pouco antes de desencarnar, publicou a sua última pesquisa. Em seu artigo aponta que nosso Universo pode ser apenas um de muitos outros parecidos com ele. Documentário da BBC sobre Stephen Hawking revela que "os outros universos são paralelos ao nosso, e talvez bem próximos também, mas dos quais nós nunca tivemos consciência. Eles talvez sejam completamente diferentes com leis naturais completamente distintas atuando. [...] O último entendimento do multiuniverso é que possa haver um infinito número de universos, cada um com diferentes leis da física. Nosso Universo poderia ser apenas uma bolha flutuando num oceano de outras bolhas”.
As notícias que temos das diversas dimensões da Terra, transmitidas por espíritos desencarnados, é infinitamente mais rica.
Emmanuel Swedenborg, espiritualista, cientista e filósofo, dominava, à sua época, praticamente todas as ciências. No livro  A verdadeira religião faz revelações sobre o mundo espiritual que nem na Codificação Espírita, um século depois, aparece com tantos detalhes. O mais difundido desses textos é de uma clareza impressionante para o seu tempo, somente voltando a ser revelado, com maior profundidade, pelo Reverendo Owen, no início do século 20: “No Mundo Espiritual há terras como no nosso mundo natural, há planícies e vales, montanhas e colinas e também fontes e rios; há cidades e nessas cidades há palácios e casas; há escritos e livros; há funções e comércio; há ouro, prata e pedras preciosas; em uma palavra, há, tanto em geral como em particular, todas as coisas que estão no mundo natural, mas estas coisas nos céus são imensamente mais perfeitas”.
Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, no Capítulo III – Há muitas moradas na Casa de meu Pai Kardec aborda os Diferentes estados da alma na erraticidade e Diversas categorias de mundos habitados. Desecreve ele, sob a orientação dos Espíritos, no item Diferentes estados da alma na erraticidade: “A Casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito, oferecendo aos Espíritos desencarnados estações apropriadas ao seu adiantamento. Independentemente da diversidade dos mundos, essas palavras podem também ser interpretadas pelo estado feliz ou infeliz dos Espíritos na erraticidade. Conforme for ele mais ou menos puro e liberto das atrações materiais, o meio em que estiver, o aspecto das coisas, as sensações que experimentar, as percepções que possuir, tudo isso varia ao infinito. Enquanto uns, por exemplo, não podem afastar-se do meio em que vieram, outros se elevam e percorrem o espaço e os mundos. Enquanto certos Espíritos culpados erram nas trevas, os felizes gozam de uma luz resplandecente e do sublime espetáculo do infinito. Enquanto, enfim, o malvado, cheio de remorsos e pesares, frequentemente só, sem consolações, separado dos objetos da sua afeição, geme sob a opressão dos sofrimentos morais, o justo, junto aos que ama, goza de uma indizível felicidade. Essas também são, portanto, diferentes moradas, embora não localizadas nem circunscritas. (gn)
As moradas “não localizadas nem circunscritas” podem ser caracterizadas como as colônias, estâncias ou postos de socorro e assistência do mundo espiritual, em suas diferentes dimensões, descritos em inúmeras obras espíritas, especialmente, na coleção A Vida no Mundo Espiritual, de André Luiz, editada pela FEB.
O Espírito Inácio Ferreira, o Dr. Inácio, outro repórter do Além, pela mediunidade de Carlos A. Baccelli (FERREIRA, Inácio. Um mundo espiritual chamado terra / ditado pelo Espírito Inácio Ferreira; [psicografado por] Carlos A. Baccelli. Uberaba, MG: LEEPP, 2016, págs. 81 e 112), que amplia as informações de André Luiz sobre o mundo espiritual, afirma que “Todos os Planos de Vida no Universo são de natureza espiritual – a Terra mesma é Plano Espiritual, sobre o qual a matéria se condensa. Todas as chamadas “Sete Esferas da Terra”, a rigor, são Planos, ou Planetas Espirituais. Quando o espírito desencarna, habitualmente, ele se transfere para o Plano que lhe é imediato, e mais compatível com a sua nova condição perispiritual, que é regido pela Lei Gravitacional característica. A Lei da Gravidade é Lei Universal – impera em todos os quadrantes da Criação Divina. Sendo, por natureza, menos denso, quando se emancipa do corpo de matéria grosseira, o perispírito, naturalmente, sente-se atraído para o meio que lhe seja adequado à nova situação. [...] Existem n Dimensões Espirituais, ou Planetas, semelhantes às camadas de uma cebola internamente – cada uma delas envolvendo e, ao mesmo tempo, sendo envolvidas por outras! Quanto mais o espírito ascende, mais ele abraça o Universo, ampliando o seu domicílio espiritual!.. (grifos do Autor Espiritual).
É o que Pietro Ubaldi chama de “peso específico”: “cada um gravita segundo o próprio peso específico, no próprio plano evolutivo. Peso específico aqui tem o sentido espiritual, o parâmetro é o espírito”.
O Espírito Luiz Sérgio procura explicar aos seus pais com é a matéria no mundo astral (LUIZ SÉRGIO. O mundo que eu encontrei / ditado pelo Espírito Luiz Sérgio; [psicografado por] Alayde de Assunção e Silva. Brasília: [s.n.], 1985, p. 88.): “Nem sempre consigo dizer exatamente o que quero, mas me esforço para chegar perto. Por exemplo, quando dize­mos que aqui é tudo rarefeito em relação à matéria que conhecemos quando encarnados, fazem ideia de que a densidade relativa é rarefeita. Não, não é. As moléculas guardam entre si os mesmos espaços como na matéria. A matéria é que é diferente. Somos corpos iguais, de matéria diferente. Tudo se opera como se fôssemos gente mesmo. As diferenças estão nas proprie­dades dessa matéria, que não condiz exatamente com a que forma o mundo dos encarnados. Ela é mais "ma­leável" do que a da Terra”.
O Espírito Atanagildo, ao chegar ao plano astral, constata que o magnetismo naquele mundo é impressionante (ATANAGILDO. O Vale dos Espíritas / ditado pelo Espírito Atanagildo; [psicografado por] Sávio Mendonça. Limeira, SP: Conhecimento, 2015, p. 20): “Basta você modificar o que pensa, especialmente desejos e sentimentos, e é atraído vibratoriamente para o ambiente condizente com aquele padrão de frequência: é como um imã que nos conduz involuntariamente. No mundo físico temos uma barreira natural, que é o corpo físico, mas no Astral não existe mais essa contenção ou biombo energético”.
O assunto é vasto e deve ser estudado, analisado e refletido pelos interessados nessa questão dos mundos paralelos ou das dimensões da Terra. Caso o prezado leitor tenha interesse pelo tema, pode fazer o download do e-book A TERRA É UMA CEBOLA, acessando o Portal Andragogia.



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