domingo, 7 de julho de 2019

Sorte ou azar: moedas do mesmo saco



No dia a dia de bilhões de pessoas, em qualquer lugar do planeta, rolam frases que incluem as palavras sorte e azar, em centenas de idiomas ou dialetos. Para bilhões de pessoas é fácil justificar um erro ou a incompetência: “falta de sorte” ou “azar”. Dessa forma simplória justifica-se até crimes. Alguém foi atingido por uma “bala perdida”? Azar. Fulano matou beltrano com uma bala certeira? Sorte. O jogador de futebol perdeu um gol? “Falta de sorte”.
A Argentina perdeu para o Brasil, pelas semifinais da Copa América. Foi desclassificada para a partida final, que vai definir a equipe campeã desse torneio caça níquéis, no caso, milhões de reais. Messi colocou a culpa no árbitro. Outros, todavia, afirmaram que a Argentina perdeu para o Brasil por “falta de sorte”. Por quê? Porque o Messi, que geralmente não erra chute a gol, perto ou dentro da área, “bateu” uma penalidade para fora do gol, outra o nosso goleiro fez uma defesa espetacular e, no terceiro chute, ele acertou a trave, com a bola dominada dentro da área. Azar? Falta de sorte? Não. Erro. Mesmo o melhor jogador do mundo comete erros.
Esses exemplos do futebol servem claramente para desmistificar a “falta de sorte” ou “azar”.
Muitos confundem sorte ou azar com destino, carma. Outros como ações do capeta, do diabo, do “coiso”. Coitado do diabo, como sofre! Outros, por que se trata de uma punição pelo “pecado” cometido. A definição e a justificativa correm por contada da religião ou falta de.
Bilhões pensam que a vida acaba com a morte do corpo físico. Ignoram ou não querem aceitar, por motivos religiosos ou ideológicos – os ateus, comunistas, socialistas, por exemplo. Mas a vida é eterna, é única e se desenvolve ao longo dos milênios, em inumeráveis reencarnações. Se Você não acreditar, não tem problema. Não sou eu que vou convencê-lo. Você vai descobrir depois da “morte” ...
Wilson Pereira Figueredo, psicólogo, especialista em Saúde Mental e formação em Psicoterapia Reencarnacionista e Regressão Terapêutica, no saite O SEGREDO,  em apenas um parágrafo de seu artigo “7 principais motivos da sua falta de sorte” define que “a sorte e o azar não têm existência verdadeira. São termos criados para justificar nossa incompetência de administrar nossa conta no Banco Universal. Se nessa conta você contabiliza muitos débitos, é impossível a sorte surgir na sua vida.  Não existe a possibilidade de você depositar, ingratidão, mágoas, tristezas, medo e reclamações e querer sacar saúde, prosperidade e felicidade”. Simplificando: é a contabilidade cármica, no tradicional “deve e haver”, débito e crédito.
Mas o sábio Albert Einstein, em frase simples e direta, define essa questão de sorte e azar ou “deve e haver”: “O azar não existe; Deus não joga dados”...

Um comentário:

  1. Tem razão, Celso. "falta de sorte" ou "azar" são palavras usadas pelas pessoas sem humildade que não querem admitir seus erros.

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