domingo, 28 de abril de 2019

Materialismo X Espiritismo: quem “morrer” verá


Allan Kardec publicou, na Revue Espirite: Jornal d’Estudos Psychologiques, edição de agosto de 1968 (Ano XI, nº 8), em Paris, extenso artigo sobre “O Materialismo e o Direito”, no qual registra os efeitos maléficos do materialismo sobre a humanidade. Destaco a abertura de seu artigo:
Exibindo-se como não o tinha feito em nenhuma outra época e se apresentando como supremo regulador dos destinos morais da Humanidade, o materialismo teve por efeito apavorar as massas pelas consequências inevitáveis de suas doutrinas para a ordem social. Por isto mesmo provocou, em favor das ideias espiritualistas, uma enérgica reação, que deve provar-lhe que está longe de ter simpatias tão gerais quanto supõe, e que se ilude singularmente se espera um dia impor suas leis ao mundo.
O materialismo, quase dois séculos depois, continua a “apavorar as massas pelas consequências inevitáveis de suas doutrinas para a ordem social”.
O materialismo resiste ao tempo graças a dois sentimentos irmãos: o egoísmo e o orgulho. Kardec afirma, em O Livro dos Espíritos (Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2005, p. 470), que considera ser “o egoísmo incompatível com a justiça, o amor e a caridade”. E conclui: “ele neutraliza todas as outras qualidades”. Ensina-nos, ainda, que o egoísmo e o orgulho “são paixões que nos aproximam da natureza animal, prendendo-nos à matéria” (p. 33). E “o que se chama razão não é muitas vezes senão orgulho disfarçado e quem quer que se considere infalível apresenta-se como igual a Deus” (p. 38). Os que se consideram infalíveis e apresentam-se “como igual a Deus” estão no poder na grande maioria das nações. No Brasil, esses seres veem dominando os três poderes há séculos, agravando-se nos governos FHC e Lula e seus postes. Sobressai-se, agora, o Supremo Tribunal Federal (STF) onde a maioria dos ministros, sob a imagem de Jesus Cristo, age como seres iguais a Deus.

O fascismo, de direita e de esquerda, governa grandes nações, como a China (1,5 bi de habitantes), a Rússia, e outros países de menor expressão territorial e política, como a Coreia do Norte, Cuba, Venezuela e algumas nações asiáticas e africanas. Todos governados por ateus, materialistas cujo deus é o poder pelo poder. E as benesses e dinheiro que as ditaduras propiciam. O fascismo é materialista, como materialistas são os governos dos EUA, Inglaterra, Alemanha, França, entre as nações mais poderosas do planeta. Os seus governantes podem render graças a Deus ou Allah. Podem confessar, comungar e alimentar-se das hóstias ou rezarem nas mesquitas. "Por fora, bela viola. Por dentro, pão bolorento!", lobos em pele de cordeiros.

Dos que se dizem espiritualistas, a maioria não reconhece a existência do Espírito, fica na periferia, falando em consciência, mente, energia etc. É um subterfúgio para não enfrentar os materialistas, que querem provar a existência do Espírito pela ciência materialista, que infesta os meios acadêmicos e científicos do planeta. A maior prova está nas universidades públicas brasileiras, onde imperam o materialismo e os filósofos e sociólogos vazios de conteúdo e cheios de empáfia. Segundo a Bíblia, o Homem foi criado à imagem e semelhança de Deus. O Espiritismo, obra de Allan Kardec, revela que o Espírito foi criado à imagem e semelhança de Deus ou Allah. Eis, talvez, a dessemelhança radical entre o Espiritualismo e o Espiritismo. O reconhecimento da existência do Espírito, que governa a matéria (corpo físico), sobrevive à morte do corpo físico, que volta aos laboratórios da natureza, é eterno e reencarna infinitamente... Isso não é proselitismo espírita. É a pura verdade e o único meio de vencer o materialismo. Quem “morrer” verá...


domingo, 21 de abril de 2019

A preguiça – um pecado – da Páscoa


A preguiça de escrever nesta manhã de mais uma Páscoa cristã me leva a pensar em alguns temas que, talvez, possam me inspirar a debruçar-me, no futuro, sobre alguns deles.
Como é possível diversas instituições educacionais implantarem metodologias ativas em seus cursos ou na escola, baseadas em tecnologias digitais da informação e comunicação (TDICs), mas gerenciadas por uma burocracia mastodôntica, onde o professor faz lançamentos manualmente no diário de classe ou similar além de outras tarefas administrativas inócuas ou mal formuladas?
Eu não entendo como o Supremo Tribunal Federal (STF) abre inquérito, investiga, acusa e julga. Estamos na Venezuela ou nos tempos de Che Guevara?
E o Ministério da Educação que, em quase quatro meses, nada produziu, além de exonerar, nomear, exonerar, nomear, exonerar funcionários para o segundo e terceiro escalões. Quando o MEC vai começar a produzir, ministro Abraham Weintraub?
A grande mídia continua a tratar o presidente Jair Bolsonaro como inimigo. Estamos em guerra? Não adotaram o “Brasil acima de tudo”? Preferem o “Brasil abaixo de tudo”?
Quando o Neymar vai voltar a jogar futebol? Na Copa de 2030?
Por que todas as novelas da TV Globo têm bordel? O diretor dessa área tem alguma fixação, frustração ou “sei lá o quê” que Freud explica?
Por que os narradores de partidas de futebol esquecem o jogo e passam o tempo contando estórias, com o entusiástico apoio dos comentarias? E ainda continuam contratados para essa tarefa insana!
O ex-presidente Lula já foi condenado a mais de 25 anos de prisão, por variados crimes, mas continua preso em uma “cela especial” nas dependências da Polícia Federal em Curitiba. Por que o Zé Mané continua preso numa cela de nove metros quadrados, junto com mais uns dez ou mais colegas?
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de hoje rompeu com sua longa história de defesa da Constituição, da liberdade de imprensa e de expressão, sem ser ligada a qualquer partido político ou ideologia. Agora a OAB tomou partido. É contra o presidente Jair Bolsonaro. É mais um aliado do “Brasil abaixo de tudo”? Preso é preso. Todos são iguais perante a Lei.
Por que após o término do chamado regime militar, os governos “democráticos” e “populares” permitiram que a qualidade da educação básica chegasse ao fundo do poço? Entre quarenta países, o Brasil aparece na 39ª posição no ranking internacional da Pearson International. Os dados divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) são a base do ranking. A OCDE aplica os testes internacionais Programa Internacional de Avaliação dos Alunos (Pisa), Tendências Internacionais nos Estudos de Matemática e Ciência e avaliações do Progresso no Estudo Internacional de Alfabetização e Leitura. E o Ministério da Educação continua exonerando, nomeando, exonerando, nomeando...
Chega, por hoje. Já é problema demais... Desculpem, amigos, os meus desabafos. Ainda bem que eles não abalam a economia do País...

domingo, 14 de abril de 2019

MEC: um ministério sem educação


A educação brasileira, desde o Brasil colônia, passando pela monarquia e a república – a “velha” e a “nova” −, jamais teve uma condução voltada para uma educação pública de qualidade, em todos os níveis.
Com a Proclamação da República, em 1889, a educação foi entregue ao ministério da Instrução Pública, Correios e Telégrafos. Ainda estávamos nos tempos de “instrução”. O então Conselho de Instrução Superior estava habilitado à “garantir as condições de moralidade e higiene” nas faculdades. Eram tempos das faculdades de direito, medicina, da Escola Politécnica, a de Minas e o Ginásio Nacional, depois Colégio Pedro II.
Em 1911, a educação passa para o ministério da Justiça e Negócios Interiores e o Conselho de Instrução muda o seu nome para Conselho Superior de Ensino, com a “função de fiscal do Estado”. Apenas mudanças de nomenclatura. É o que os políticos e burocratas, desde a Colônia, saber fazer de melhor.
Saltando um pouco no tempo, chegamos em 1930, com o início da Era Vargas. Cria-se o Ministério da Educação e Cultura, com a sigla MEC, mantida até hoje, apesar de ter perdido a “Cultura”, sob a direção do mineiro Francisco Campos. No ano seguinte, há mais uma simples mudança de nomenclatura: ministério da Educação e Saúde Pública.
A Reforma Francisco Campos ultrapassou o regime ditatorial, vigorando por trinta anos. Em 1961, surge a primeira lei de diretrizes e bases da educação nacional – a Lei n° 4.024, de 20 de dezembro de 1961. O regime era parlamentarista; o presidente, João Goulart; o primeiro ministro, Tancredo Neves; o ministro da Educação e Cultura, Antônio de Oliveira Brito. Essa LDB trouxe alguns avanços na educação, abrindo à livre iniciativa a participação na educação, em todos os níveis. Contudo, o professor Valnir Chagas afirmava que a única coisa boa que tinha a LDB era o art. 18, que estabelecia o “principio de flexibilidade”.
Sob o regime militar o Congresso Nacional aprovou a Reforma Universitária, pela Lei n° 5.540, de 28 de novembro de 1968, fixando normas de organização e funcionamento do ensino superior, e o presidente da República, invocando o Ato Institucional n° 5, de 13 de dezembro de 1968, editou o Decreto-lei nº 464, de 11 de fevereiro de 1969, em que estabelece "normas complementares à Lei nº 5.540". Passou-se a ter uma LDB para a educação superior. A Reforma Universitária de 68 introduziu avanços significativos na educação superior, tendo como seus atores principais os conselheiros Valnir Chagas e Newton Sucupira, do Conselho Federal de Educação (CFE), hoje Conselho Nacional de Educação (CNE). Mais uma “reforma de nomenclatura”.
A LDB de 1996 – Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 − é, hoje, uma colcha de retalhos, com alterações introduzidas por um Congresso Nacional dominado pela política rasteira, sem qualquer compromisso com uma educação de qualidade.
Dos ministros da Educação, trabalhei com coronel e professor Jarbas Passarinho, no início dos anos 70. De todos e de longe foi o mais democrático e sábio. Dos ministros da “Nova República” – que envelheceu rápida – não vi nenhum comprometido com uma educação de qualidade. Faziam apenas política partidária.
O governo do presidente Jair Bolsonaro começa uma nova era na política brasileira, com métodos descentralizadores e desburocratizantes. Os ministros têm a autoridade da iniciativa para implementarem políticas, estratégias, ações e metas, em articulação com os demais colegas e a aprovação final do presidente. O MEC não teve um bom começo. Perdeu-se três preciosos meses sem qualquer resultado. Agora, tendo como titular o ministro Abraham Weintraub, parece que vai deslanchar com uma equipe de segundo escalão de livre escolha do ministro.
Até o início de abril o MEC não fez jus ao seu nome. A educação pública básica e superior, nos últimos vinte anos, no mínimo, tem sido um desastre para a formação do cidadão, do cientista, do profissional. Deu-se prioridade à militância política. Os reitores das universidades federais passaram a ser militantes partidários. Os partidos de esquerda, com forte e deslavada militância, passaram a dominar a gestão dessas universidades. E o caos se instalou. Tem universidade que gasta quase cem por cento do seu orçamento com salários. A pesquisa de ponta e o registro de patentes oriundos dessas instituições públicas é irrisório, decepcionante, vergonhoso. Na educação básica a calamidade é bem maior. Estudantes chegam ao final do ensino fundamental despreparados para o ensino médio, clássico ou profissionalizante. Muitos são analfabetos funcionais.
O ministro Abraham Weintraub tem pela frente um desafio gigantesco: desmontar a militância esquerdista nas escolas da educação básica e nas universidades federais e, ao mesmo tempo, promover uma revolução de base nessas instituições, que devem ser responsáveis pela formação de jovens altamente qualificados, com o domínio de competências e habilidades exigidas para uma era de mudanças radicais e constantes em todos os setores da economia. Chega de Ministério da Educação sem educação...

domingo, 7 de abril de 2019

Materialismo: chaga da humanidade


O Hinduísmo, a terceira maior religião do mundo, com 900 milhões de adeptos, é também a mais antiga, semeada em 80% dos indianos, adepto de vários deuses. O Hinduísmo crê na vida eterna do Espírito e na reencarnação como estratégia de evolução. A morte é do corpo físico. Reencarnação e karma são a base do Hinduísmo.
O Cristianismo, dividido em vários ramos ou denominações, tem 2,3 bilhões de seguidores, o maior contingente religioso do planeta. Crê no Espírito e na sua eternidade. Após a morte, com variadas interpretações por suas dezenas de religiões, o Espírito imortal pode ir para o céu, o purgatório ou o inferno.
O Islamismo, a segunda maior religião do planeta, com 1,6 bilhões de adeptos, também crê na imortalidade do Espírito. Após a morte do corpo físico, pode ir morar no inferno ou no paraíso, onde virgens eternas esperam pelos Eleitos. O paraíso islamita é assim descrito por um de seus adeptos, Al Suyuti, que viveu no Egito:A cada vez que nós dormimos com uma húri (virgem) nós a encontramos virgem. Além disso, o pênis dos Eleitos nunca amolece. A ereção é eterna; a sensação que você sente a cada vez que faz amor é muito deliciosa e de fora desse mundo. Cada escolhido (muçulmano) irá casar com setenta virgens, além das mulheres que ele casou na Terra, e elas terão vaginas apetitosas”. Uma  religiosidade onde a salvação encontra prazer no sexo, meramente material.

O Budismo, com vários ramos, crê na vida eterna do Espírito, em constante processo de mudança, no qual passam por uma sucessão de vidas, após a morte do corpo físico. O Budismo tem cerca de 500 milhões de professantes.
O Espiritismo, a oitava religião em número de discípulos – 13 milhões –, segundo a Codificação elaborada por Allan Kardec, em meados do século 18, em Paris, tem como base a vida eterna do Espírito, “criado à imagem e semelhança de Deus”. Após a morte do corpo físico ou o seu retorno aos laboratórios da natureza, o Espírito prossegue vivendo em diversas dimensões de nosso planeta, retornando ao corpo físico em sucessivas encarnações, de acordo com a Lei de Causa e Efeito.
O Deus dos cristãos e dos islâmicos, com um total de cerca de 4 bilhões de adeptos, é único e onipotente. Allah é apenas a palavra árabe para Deus. As religiões totalizam cerca de 6 bilhões de adeptos, em uma população global de 7,6 bilhões de habitantes. Os religiosos, crentes em Deus ou em deuses, correspondem a 80% da população mundial. Temos apenas 20% de não religiosos. Por que o materialismo predomina nos governos, parlamentos e no judiciário de todos os países, com algumas exceções?
A história das religiões revela que a maioria dos conflitos mundiais teve origem em questões religiosas.
No Brasil, o slogan “Deus seja louvado” está inscrito nas cédulas do Real e o crucifixo, um símbolo do martírio de Jesus Cristo, é afixado nas repartições públicas, como, por exemplo, no Supremo Tribunal Federal (STJ). Mas Deus está ausente, por exemplo, da maioria das decisões do STJ e demais órgãos da Justiça ou nas deliberações dos parlamentos e dos governos.
Penso que, na maioria dessas religiões planetárias, os adeptos são religiosos apenas de carteirinha, vão à missa ou qualquer outro ato religioso aos domingos ou sábados. Acreditam em um Deus somente “da boca pra fora”. Não vivem Deus no seu íntimo.
Apesar de estar presente em apenas 20% da população mundial, o materialismo, preside a ciência, a educação, as artes, a cultura, a economia, enfim, a sociedade. 80% de religiosos são apenas dados estatísticos. É a minoria militantes. Como já disse um famoso economista, dados estatísticos são simplesmente dados, não revelam a realidade, especialmente, nos casos ora abordados. 80% das pessoas se “declararam” religiosas. Serem religiosas são “outros quinhentos” ...
O materialismo, que predomina nas ações dos governos, é responsável pelas guerras, fome, miséria, ignorância religiosa dos povos deste planeta. São a calamidade que ninguém quer admitir. Colocam a culpa no capitalismo ou no comunismo, este assumidamente ateu. Mas capitalistas ou esquerdistas sem Deus em seus pensamentos, ações e atitudes geraram, por exemplo, o “fundo do poço” em que o Brasil se encontra, com décadas perdidas.
Jair Bolsonaro é o primeiro Presidente da República, pós regime militar, que tem como slogan governamental “Brasil acima de tudo; Deus acima de todos”. Espero que esse slogan seja transformado em ações concretas, ao longo dos seus quatro anos de mandato. Quem sabe o espiritualismo não esteja começando a “virar o jogo”? E o corpo físico seja apenas um lixo orgânico, depois da morte, mas que o Espírito presida os destinos da humanidade, sob as bênçãos de Deus, “inteligência Suprema do Universo e causa primária de todas as coisas".