Allan Kardec publicou, na Revue
Espirite: Jornal d’Estudos Psychologiques, edição de agosto de 1968 (Ano
XI, nº 8), em Paris, extenso artigo sobre “O Materialismo e o Direito”, no qual
registra os efeitos maléficos do materialismo sobre a humanidade. Destaco a
abertura de seu artigo:
Exibindo-se como não o tinha feito em nenhuma outra
época e se apresentando como supremo regulador dos destinos morais da
Humanidade, o materialismo teve por efeito apavorar as massas pelas
consequências inevitáveis de suas doutrinas para a ordem social. Por isto mesmo
provocou, em favor das ideias espiritualistas, uma enérgica reação, que deve
provar-lhe que está longe de ter simpatias tão gerais quanto supõe, e que se
ilude singularmente se espera um dia impor suas leis ao mundo.
O materialismo,
quase dois séculos depois, continua a “apavorar as massas pelas consequências
inevitáveis de suas doutrinas para a ordem social”.
O materialismo resiste ao tempo graças a dois sentimentos
irmãos: o egoísmo e o orgulho. Kardec afirma, em O Livro dos Espíritos (Rio de Janeiro: Federação Espírita
Brasileira, 2005, p. 470), que considera ser “o egoísmo incompatível com a
justiça, o amor e a caridade”. E conclui: “ele neutraliza todas as outras
qualidades”. Ensina-nos, ainda, que o egoísmo e o orgulho “são paixões que
nos aproximam da natureza animal, prendendo-nos à matéria” (p. 33). E “o que se
chama razão não é muitas vezes senão orgulho disfarçado e quem quer que se
considere infalível apresenta-se como igual a Deus” (p. 38). Os que se
consideram infalíveis e apresentam-se “como igual a Deus” estão no poder na
grande maioria das nações. No Brasil, esses seres veem dominando os três poderes
há séculos, agravando-se nos governos FHC e Lula e seus postes. Sobressai-se,
agora, o Supremo Tribunal Federal (STF) onde a maioria dos ministros, sob a
imagem de Jesus Cristo, age como seres iguais a Deus.
O fascismo, de direita
e de esquerda, governa grandes nações, como a China (1,5 bi de habitantes), a
Rússia, e outros países de menor expressão territorial e política, como a
Coreia do Norte, Cuba, Venezuela e algumas nações asiáticas e africanas. Todos
governados por ateus, materialistas cujo deus é o poder pelo poder. E as benesses
e dinheiro que as ditaduras propiciam. O fascismo é materialista, como
materialistas são os governos dos EUA, Inglaterra, Alemanha, França, entre as
nações mais poderosas do planeta. Os seus governantes podem render graças a
Deus ou Allah. Podem confessar, comungar e alimentar-se das hóstias ou rezarem
nas mesquitas. "Por fora, bela viola. Por dentro, pão bolorento!", lobos em pele de cordeiros.
Dos que se dizem
espiritualistas, a maioria não reconhece a existência do Espírito, fica na
periferia, falando em consciência, mente, energia etc. É um subterfúgio para
não enfrentar os materialistas, que querem provar a existência do Espírito pela
ciência materialista, que infesta os meios acadêmicos e científicos do planeta.
A maior prova está nas universidades públicas brasileiras, onde imperam o
materialismo e os filósofos e sociólogos vazios de conteúdo e cheios de
empáfia. Segundo a Bíblia, o Homem foi
criado à imagem e semelhança de Deus. O Espiritismo, obra de
Allan Kardec, revela que o Espírito foi criado à imagem e semelhança de Deus ou
Allah. Eis, talvez, a dessemelhança radical entre o Espiritualismo e o
Espiritismo. O reconhecimento da existência do Espírito, que governa a matéria
(corpo físico), sobrevive à morte do corpo físico, que volta aos laboratórios
da natureza, é eterno e reencarna infinitamente... Isso não é proselitismo
espírita. É a pura verdade e o único meio de vencer o materialismo. Quem “morrer”
verá...
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