domingo, 4 de novembro de 2018

Capitalismo x comunismo: democracia x ditadura


Quando Jango (João Goulart) assumiu a Presidência da República, em 1961, em substituição ao presidente renunciante, Jânio Quadros, nos meus 25 anos de idade, liguei-me ideologicamente ao trabalhismo brasileiro, inicialmente, ao Partido Trabalhista Nacional (PTN) e, em seguida, ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), do qual desliguei-me em 1966. Mero afiliado, sem qualquer expressão política, na minha terra natal, Cantagalo, no antigo Estado do Rio de Janeiro, quando a capital era Niterói.
Encantei-me com o socialismo, com Che Guevara, Fidel, Miguel Arrais e outros líderes da esquerda brasileira, em tempos da mídia somente impressa. Naquela época, não li nada sobre o presídio La Cabana, em Cuba, onde o médico e burguês Ernesto Che Guevara, argentino de nascimento, durante os cinco meses em que esteve à frente da prisão, foi responsável por ter comandado centenas de execuções sumárias dos que pensavam diferente dos “revolucionários” liderados por Fidel Castro.
Nunca li Marx, mas lia os principais teóricos do socialismo à brasileira.
Entre 1963 e 1966, ministrei a disciplina Organização Social e Política Brasileira (OSPB), para a 4ª série do antigo Ginasial, no Ginásio de Cantagalo, da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC). Por causa das minhas tendências ao socialismo, uma das alunas resolveu denunciar-me como “subversivo” ao então Juiz de Direito da Comarca de Cantagalo, dr. Flavio Luiz Pinaud, um dos proeminentes juízes da Justiça fluminense. Não sei como terminou o processo, mas não fui julgado, condenado, preso ou torturado. Restou apenas a desilusão.
Quando a esquerda brasileira tomou o rumo do terrorismo, do assalto a bancos e residências, sequestros, eu vi e senti que aquela não poderia ser a minha ideologia, a minha filosofia de vida. Saí da vida política como entrei, na obscuridade. Fui cuidar da minha vida. Ingressei definitivamente no Espiritismo e descobri que a reforma ou revolução é interior. Não se muda uma pessoa, uma nação ou o mundo pela violência, terrorismo ou guerra. A mudança deve ocorrer primeiramente em cada ser humano. É interior. O amor e a paz interiores irradiam esses sentimentos em torno de cada um de nós e transforma-se em uma onda, que vai envolvendo a nossa família, o bairro, a cidade, o estado, a nação, o mundo. Uma jornada de milênios. Não se luta contra a guerra, contra o comunismo. Luta-se pela democracia, sem adjetivação. E o capitalismo liberal tem demonstrado ser o melhor caminho da paz e da prosperidade.
É no mínimo incongruência quando figuras notórias das artes no Brasil mudam-se para os Estados Unidos (Miami à frente), França (Paris em especial) ou Reino Unido (Londres de preferência), como Wagner Moura, Chico Buarque e outros “menos votados” e assinam manifesto a favor do comunismo lulopetista, representado, nas eleições de outubro, por  Fernando Haddad, uma vez que o guru deles está na cadeia, condenado por corrupção no exercício do cargo de presidente da República. Por que não mudaram para a Venezuela, bem mais perto, Cuba ou, até mesmo, a Coreia do Norte que sofrem o mesmo regime político que eles querem para o Brasil? Ditaduras comunistas da miséria, da pobreza, que humilha o ser humano e destrói a família. Por quê? Porque eles são clientes da “Bolsa Rouanet” e similares e mamaram fartamente nas tetas do Estado durante os governos petistas. No capitalismo eles vivem em liberdade, ganham em dólares ou euros e não no desvalorizado real. Lá não há inflação. Aqui, o lulopetismo deixou uma inflação crônica, milhões de desempregados, aviltou a escola pública, básica ou superior, com a estabilidade e a impunidade de “professores” que não ensinam, mas catequizam seu alunos, que não pagam mensalidades, mas pagam com a perda de sua liberdade de pensar, de aprender e de agir.
A maior prova de que o comunismo não leva ao desenvolvimento de uma nação veio logo após a 2ª grande guerra mundial: a divisão da Alemanha, com uma população da mesma raça ariana, incluindo os judeus. A Alemanha foi dividida em dois países: a Alemanha Oriental, sob a espada do comunismo soviético; a Alemanha Ocidental, sob o manto do capitalismo norte-americano e de outros países ocidentais. Setenta anos depois, derruba-se o muro de Berlim e o mundo conhece a realidade das duas alemanhas: a Oriental com a pobreza, uma infraestrutura arrasada; a Ocidental em pleno desenvolvimento, uma das maiores economias do planeta. Reunida novamente, em 2018, a Alemanha é a quarta potência mundial, com taxa de juros zero. Cuba está bem distante, ostentando o vergonhoso 80º lugar. O comunismo levou a Venezuela de país de maior renda per capita da América Latina à ruína, em 2018. A Coreia do Norte ou República “Popular Democrática” da Coreia partiu de uma base industrial altamente desenvolvida para uma posição ridícula em plano mundial, exibindo o vergonhoso salário mensal para US$ 47.00, ou R$ 180,00, convertido ao Real, em 4 de novembro de 2018.

Vamos, agora, torcer para que o novo presidente, Jair Bolsonaro, possa iniciar uma etapa de desenvolvimento socioeconômico para Brasil, uma caminhada de décadas, neste século 21. Ele pode abrir o caminho para o Brasil de capitalismo liberal, tendo o Estado mínimo como moderador. Essa a meta.
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