Quando Jango
(João Goulart) assumiu a Presidência da República, em 1961, em substituição ao presidente
renunciante, Jânio Quadros, nos meus 25 anos de idade, liguei-me
ideologicamente ao trabalhismo brasileiro, inicialmente, ao Partido
Trabalhista Nacional (PTN) e, em seguida, ao Partido Trabalhista
Brasileiro (PTB), do qual desliguei-me em 1966. Mero afiliado, sem qualquer
expressão política, na minha terra natal, Cantagalo, no antigo Estado do Rio de
Janeiro, quando a capital era Niterói.
Encantei-me
com o socialismo, com Che Guevara, Fidel, Miguel Arrais e outros líderes da
esquerda brasileira, em tempos da mídia somente impressa. Naquela época, não li
nada sobre o presídio La Cabana, em Cuba, onde o médico e burguês Ernesto Che
Guevara, argentino de nascimento, durante os cinco meses em que esteve à frente da prisão, foi
responsável por ter comandado centenas de execuções sumárias dos que pensavam
diferente dos “revolucionários” liderados por Fidel Castro.
Nunca
li Marx, mas lia os principais teóricos do socialismo à brasileira.
Entre
1963 e 1966, ministrei a disciplina Organização
Social e Política Brasileira (OSPB), para a 4ª série do antigo
Ginasial, no Ginásio de Cantagalo, da Campanha Nacional de Escolas da
Comunidade (CNEC). Por causa das minhas tendências ao socialismo, uma das alunas
resolveu denunciar-me como “subversivo” ao então Juiz de Direito da Comarca de
Cantagalo, dr. Flavio Luiz Pinaud, um dos proeminentes juízes da Justiça
fluminense. Não sei como terminou o processo, mas não fui julgado, condenado,
preso ou torturado. Restou apenas a desilusão.
Quando
a esquerda brasileira tomou o rumo do terrorismo, do assalto a bancos e
residências, sequestros, eu vi e senti que aquela não poderia ser a minha
ideologia, a minha filosofia de vida. Saí da vida política como entrei, na
obscuridade. Fui cuidar da minha vida. Ingressei definitivamente no Espiritismo
e descobri que a reforma ou revolução é interior. Não se muda uma pessoa, uma nação
ou o mundo pela violência, terrorismo ou guerra. A mudança deve ocorrer
primeiramente em cada ser humano. É interior. O amor e a paz interiores
irradiam esses sentimentos em torno de cada um de nós e transforma-se em uma
onda, que vai envolvendo a nossa família, o bairro, a cidade, o estado, a nação,
o mundo. Uma jornada de milênios. Não se luta contra a guerra, contra o
comunismo. Luta-se pela democracia, sem adjetivação. E o capitalismo liberal
tem demonstrado ser o melhor caminho da paz e da prosperidade.
É no
mínimo incongruência quando figuras notórias das artes no Brasil mudam-se para
os Estados Unidos (Miami à frente), França (Paris em especial) ou Reino Unido
(Londres de preferência), como Wagner Moura, Chico Buarque e outros “menos
votados” e assinam manifesto a favor do comunismo lulopetista, representado,
nas eleições de outubro, por Fernando
Haddad, uma vez que o guru deles está na cadeia, condenado por corrupção no
exercício do cargo de presidente da República. Por que não mudaram para a
Venezuela, bem mais perto, Cuba ou, até mesmo, a Coreia do Norte que sofrem o
mesmo regime político que eles querem para o Brasil? Ditaduras comunistas da
miséria, da pobreza, que humilha o ser humano e destrói a família. Por quê? Porque
eles são clientes da “Bolsa Rouanet” e similares e
mamaram fartamente nas tetas do Estado durante os governos petistas. No
capitalismo eles vivem em liberdade, ganham em dólares ou euros e não no desvalorizado
real. Lá não há inflação. Aqui, o lulopetismo deixou uma inflação crônica,
milhões de desempregados, aviltou a escola pública, básica ou superior, com a
estabilidade e a impunidade de “professores” que não ensinam, mas catequizam
seu alunos, que não pagam mensalidades, mas pagam com a perda de sua liberdade
de pensar, de aprender e de agir.
A maior
prova de que o comunismo não leva ao desenvolvimento de uma nação veio logo
após a 2ª grande guerra mundial: a divisão da Alemanha, com uma população da
mesma raça ariana, incluindo os judeus. A Alemanha foi dividida em dois países:
a Alemanha Oriental, sob a espada do comunismo soviético; a Alemanha Ocidental,
sob o manto do capitalismo norte-americano e de outros países ocidentais.
Setenta anos depois, derruba-se o muro de Berlim e o mundo conhece a realidade
das duas alemanhas: a Oriental com a pobreza, uma infraestrutura arrasada; a
Ocidental em pleno desenvolvimento, uma das maiores economias do planeta.
Reunida novamente, em 2018, a Alemanha é a quarta potência mundial, com taxa de
juros zero. Cuba está bem distante, ostentando o vergonhoso 80º lugar. O
comunismo levou a Venezuela de país de maior renda per capita da América Latina
à ruína, em 2018. A Coreia do Norte ou República “Popular Democrática” da Coreia partiu
de uma base industrial altamente desenvolvida para uma posição ridícula em
plano mundial, exibindo o vergonhoso salário mensal para US$ 47.00, ou R$ 180,00, convertido ao
Real, em 4 de novembro de 2018.
Vamos, agora, torcer para que o
novo presidente, Jair Bolsonaro, possa iniciar uma etapa de desenvolvimento
socioeconômico para Brasil, uma caminhada de décadas, neste século 21. Ele pode
abrir o caminho para o Brasil de capitalismo liberal, tendo o Estado mínimo como
moderador. Essa a meta.
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