domingo, 25 de novembro de 2018

Tolerância zero & zero à esquerda


Há décadas, por necessidade de deslocamento entre cidades, com rapidez e mais segurança, para o exercício de minhas atividades profissionais, agora reduzidas drasticamente, para viver “meia aposentadoria”, uso o transporte aéreo, preferencialmente. Como diria o locutor esportivo, ao adentrar o gramado, ops, o interior do avião e sentar na poltrona reservada, vejo e leio, postada à minha frente, a seguinte mensagem: “Favor apertar o cinto enquanto estiver sentado”. E ficava e fico pensando, também pela milionésima vez, “cá com os meus botões”: “Como vou apertar o cinto do banco, estando em pé?”. Tolerância zero.
Com a introdução da computação e da informática no dia a dia das pessoas, das empresas, das organizações e dos poderes públicos, veio a necessidade de inserir o zero à esquerda dos números positivos, para preencher os milhares de formulários que nos são impostos pelos diversos processos e sistemas. Nenhum quadradinho à esquerda pode ficar em branco, nesses formulários eletrônicos. O zero à esquerda não acrescenta nada ao número, em termos de valor.
Pode ser usado, ainda, por exemplo, para reduzir o número “5” a um décimo do seu valor absoluto: 0,5.
Paralelamente, a expressão “zero à esquerda”, aplicável aos dois gêneros, passou a significar pessoa sem valor, inexpressiva, inútil, insignificante. Um zero à esquerda.
Mas o zero à esquerda passou, também, a ser inserido em cartazes, anúncios, números de guichês de atendimento em bancos, repartições públicas, número de residências, casas ou apartamentos, e inúmeras outras referências. Em cheques e documentos oficiais (petições, contratos, atos normativos etc.) o zero à esquerda não assegura nenhuma lisura; nesses casos, os números devem ser escritos por extenso.
Qual a utilidade, por exemplo, do zero à esquerda em um anúncio publicitário ou outdoor? Alguém vai subir em um outdoor para adulterar a data de um evento? Como será possível, após publicado o anúncio, adulterar uma data em publicidade ou propaganda em TV, revista ou jornal? Caso houvesse apropriação dos custos das tintas e dos trabalhos gastos com os zeros à esquerda, seguramente, a economia nacional economizaria alguns milhões de reais, levando-se em conta todos os zeros escritos sem nenhuma necessidade.
Há alguns anos, fiquei hospedado em um hotel, de uma tradicional rede hoteleira, em cidade do nordeste, e pude verificar o uso inadequado do zero à esquerda. O hotel tinha três andares e a numeração dos apartamentos era com o uso de placas de cerâmica, no formato mais ou menos de 15x20cm, com números em grande formato, de forma artesanal. Cada andar tinha cem apartamentos. A numeração começava do térreo: 001, 002, 003, 004 e assim sucessivamente, até chegar ao número cem, nesse andar. Qual a utilidade do zero à esquerda? Quem poderia adulterar a numeração dos apartamentos naquelas placas e para quê? Foram gastos 99 zeros sem nenhuma necessidade, escritos artesanalmente. Gastou-se cerâmica e serviço sem nenhuma utilidade. Possivelmente, o preço dessas placas seria reduzido à metade sem os zeros à esquerda.
E o 01 de janeiro escrito na grande mídia quando o correto é 1º de janeiro? Será que o sujeito que faz essa besteira pensa que alguém vai adulterar a data para 11 de janeiro? Tolerância zero.
Às vezes, quando chego em algum encontro profissional, recebo a pergunta: “Você já chegou?”. Tenho vontade de responder: “Não, esse é o meu clone”... E quando atendo alguém no telefone fixo de minha residência? De vez em quando, vem a pergunta: “Onde você está?”. Uma tentação danada pra dizer: “Na Lua!”. Tolerância zero.
Nos jornais da TV, a coletânea de perguntas despropositadas é frequente. O cara perdeu a mãe, que foi assassinada em um assalto, e o(a) repórter pergunta com um leve sorriso no rosto: “Como você se sente?”. Algo semelhante acontece quando o âncora do jornal, após noticiar trágico acontecimento, encerra a apresentação do noticiário com um “boa noite” e um simpático sorriso. Tolerância zero.
A ator Francisco Milani celebrizou a frase “tolerância zero”, em um programa cômico de TV. Falecido o ator, faleceu o personagem, o Saraiva, que ridicularizava questões como essas e outras mais bizarras.
“Tolerância zero”, contudo, foi slogan – e ainda é – de vários programas ou projetos governamentais destinados a eliminar a violência, a criminalidade e outras mazelas de membros de sociedades onde há governo sério, eficiente e eficaz.
Na sua clássica definição, “tolerância zero” tem como meta principal incutir o hábito do respeito à legalidade, à urbanidade, à educação e valores éticos, tendo por objetivo coibir delitos, desde os pequenos, para que a população sinta os efeitos imediatos dessa política. Isso aconteceu, por exemplo, em Nova Iorque, há tempos, em um programa de “Tolerância zero”, que começou por coibir drasticamente pequenos delitos, como urinar e jogar lixo em vias públicas. Isso, porém, não impede que simples mortais como eu, o Saraiva e outros apliquemos a expressão “tolerância zero” para os pequenos delitos de expressão e outros menos votados.
Ao escrever estas “mal traçadas linhas”, contudo, ponho-me a pensar se as mesmas não serão classificadas pelo possível leitor como um zero à esquerda, ou seja, sem nenhuma utilidade...¨
Nota: o poder da água voltará a ser abordado em postagens futuras.

domingo, 18 de novembro de 2018

O poder da água-1


Allan Kardec (1804/1869), no livro A Gênese (Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2005), publicado pela primeira vez em Paris, sob o nome de La Gênese, les miracles et les prédictions selon le spiritisme, em 6 de janeiro de 1868 e, no Brasil, com tradução de Guillon Ribeiro, em 1944, informa que o fogo e a água participaram da “formação dos materiais que compõem o arcabouço sólido do globo terráqueo” (p. 121). Mais adiante, Kardec revela que substâncias como a água “podem adquirir qualidades poderosas e efetivas, sob a ação do fluido espiritual ou magnético, ao qual elas servem de veículo, ou, se quiserem, de reservatório (p. 278, itálico no original).
Ainda 1944, a Federação Espírita Brasileira (FEB) publica o primeiro livro do Espírito que se identificava como André Luiz, pela psicografia de Chico Xavier – Nosso Lar (Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2003), no qual narrava seu acolhimento, após o desencarne, e sua vida em uma cidade – Nosso Lar – situada em alguma dimensão de nosso planeta. Mais tarde o próprio Chico Xavier identificava André Luiz como sendo o médico Carlos Chagas (1879/1934), biólogo, sanitarista, cientista e bacteriologista, que trabalhou como clínico e pesquisador, atuante na saúde pública e residente na cidade do Rio de Janeiro.
No Capítulo Bosque das águas (págs. 61/64), André Luiz, ao observar as águas límpidas do Rio Azul, que serve à cidade, recebe de Lísias, seu amigo em Nosso Lar, informações inéditas para ele sobre o poder da água no planeta Terra, no plano material e nas demais dimensões. Fica sabendo que “a água é quase tudo” nessa estância de transição. Em resumo, André Luiz nos informa que a ÁGUA:
§ é veículo dos mais poderosos para os fluídos de qualquer natureza;
§ o mar equilibra a moradia planetária, o elemento aquoso fornece o corpo físico, a chuva dá o pão, o rio organiza a cidade, a presença da água oferece a bênção do lar e do serviço;
§ quando é manipulada com certos princípios suscetíveis de serem captados na luz do Sol e no magnetismo espiritual é suprimento de substâncias alimentares e curativas;
§ como fluido criador, absorve, em cada lar, as características mentais de seus moradores;
§ no mundo não somente carreia os resíduos dos corpos, mas também as expressões de nossa vida mental;
§ quando em movimento espalha bênção de vida e constitui veículo da Providência Divina, absorvendo amarguras, ódios e ansiedades dos homens, lavando-lhes a casa material e purificando-lhes a atmosfera íntima.
Viktor Schauberger (1885/1958), naturalista austríaco, paracientista, filósofo e inventor, desenvolveu teorias com base no que ele observou na natureza. Para ele a água é uma força viva, possuindo uma vibração específica, “mas esse padrão é perdido até chegar em nossas residências”. Há um “potencial existente no interior das moléculas da água”. Dá relevo ao potencial terapêutico da água, presente, por exemplo, no Poço Sagrado de Chalice, localizado em Glastonbury (antiga ilha de Avalon), na Inglaterra, e as águas sagradas de Lourdes, na França. A água dessas fontes possui propriedades medicinais que são objeto de estudo.
O cientista Albert von Szent-Györgyi Nagyrápolt (1896/1986), fisiologista húngaro, naturalizado norte-americano, Nobel em Medicina/1937, afirmava que “uma vez que a estrutura molecular da água é a essência da vida, o homem capaz de controlar essa estrutura no âmbito celular mudará o mundo”. Quase um século já se foi e nenhum cientista foi capaz de controlar essa estrutura no âmbito celular, embora reconhecida como essência da vida.
Masaru Emoto (1946/2014), reconhecido fotógrafo e escritor japonês, formou-se em Ciências Humanas, com especialização em Relações Internacionais pela Universidade Municipal de Yokohama e obteve, em 1992, o título de Doutor em Medicina Alternativa pela Universidade Internacional Aberta para Medicina Alternativa, da Índia. Ele executou experiências com a água, submetendo-a ao pensamento humano. Ao concluir suas experiências, Emoto afirmava que palavras ou pensamentos fazem com que as moléculas de água se comportem de formas diferentes. No Brasil estão publicados alguns de seus livros:  Mensagens da água, Mensagem da água e do universo, A vida secreta da água, O poder curativo da água, O verdadeiro poder da água e O segredo da água, este para crianças.
No Youtube está disponível um documentário – O Poder da Água (<https://www.youtube.com/watch?v=epoTVejvpEI>) – que resume as pesquisas de Masaru Emoto. O filme  Quem somos nós? (Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=ShccarIxrIE>) aborda o poder da água, com base nas teorias do dr. Masaru.
A Dra. Esther Del Río Serrano, é uma pesquisadora mexicana, químico-bióloga, com mestrado e doutorado em Bioquímica. Ela estuda as reações bioquímicas que ocorrem quando a célula está passando por um certo grau de doença ou desequilíbrio e os fenômenos físico-químicos que são estabelecidos no ambiente da célula doente, chegando a conclusões muito interessantes, onde a transferência de energia eletromagnética entre as moléculas excitadas está envolvida. É reconhecida como a descobridora de água cristalina e rede ferroso-férrica, essencial para o biomagnetismo médico.
A Dra. Del Río conseguiu combinar uma série de elementos que são o produto de sua pesquisa que, ao mesmo tempo, corrige o desequilíbrio celular, aumenta a resistência a doenças e retarda o processo de envelhecimento. Em sua palestra Unidos por el pensamiento (Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=jjc3f-qppKw&feature=youtu.be&fbclid=IwAR1AkB1-pLLWqbyOoBz5c6PhlkGn0E0z2CMWp2qoG5mLbEA0e-BKk43fLwA>) ela dá uma aula a respeito de suas descobertas nas pesquisas que realiza sobre os cristais da agua.
Na próxima semana voltaremos ao tema
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domingo, 11 de novembro de 2018

Poder: sentimento de onipotência


A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), em pronunciamento por ocasião das comemorações dos trinta anos da Constituição, afirmou que o Brasil passa por mudança "perigosamente conservadora" nos costumes e que “a sociedade não deve recuar de direitos sociais já conquistados”.

Esse pronunciamento após a vitória de Jair Bolsonaro, tido como de direita e conservador, soa como um discurso político que pretende alertar os políticos e a sociedade em geral sobre os perigos de um governante conservador que, talvez, pretenda retirar alguns privilégios trabalhistas ou previdenciários da Constituição. Para quem ganha cerca de 40 mil reais mensais, além de mordomias, contra uma salário mínimo de 940 reais, realmente, não pode recuar ante os “direitos sociais conquistados”.
Os ministros do STF, de 2003 até agora, têm saído da nobreza da toga para a vala comum dos pronunciamentos políticos, parecendo enviar recados aos governantes sobre a chamada Suprema Corte, que poderá derrubar qualquer alteração da Constituição ou das leis, caso eles entendam “perigosamente conservadora”.
“Perigosamente conservadora” são ações do STF de leniência com o crime e a corrupção, ao soltarem, por exemplo, um criminoso, condenado a mais de trinta anos de prisão.
Algumas jurisprudências do STF não duram mais de dois anos. Incrível! A prisão de réu, condenado em segunda instância por um colegiado é um desses exemplos.  O ministro Ricardo Lewandowski pretende levar ao plenário do STF, em sessão secreta, a discussão sobre essa questão, para beneficiar o presidiário Lula, condenado, em segunda instância por mais de doze anos de prisão, além de continuar a responder sobre outros crimes, em fase de investigação.
Por outro lado, a maioria dos políticos continua com o mesmo comportamento de sempre, apesar da Operação Lavajato. (Um parêntese: não há mais notícias do Fernando Haddad e Manuela D’Ávila continuarem a frequentar a Igreja Católica e a comungarem e receberem a hóstia nas missas dominicais. Estão organizando a “resistência”?).
Há políticos que ignoram o combate à corrupção e ainda condenam a possível nomeação do juiz federal Sérgio Moro, reconhecido mundialmente como um ferrenho combatente contra a corrupção – vide Operação Lavajato. No que são acompanhados por advogados e até membro do STF. Na minha ignorância política e jurídica, penso que os que são contra a nomeação de Sérgio Moro para o futuro Ministério da Justiça e Segurança Pública devem ter o rabo preso ou estão defendendo os seus clientes criminosos, presentes e futuros.
Legislativo, Executivo e Judiciário, os três Poderes da República, devem começar, a partir de 2019, por transformações lentas e penosas. O Brasil ou a maioria do povo brasileiro não tolera mais a impunidade, a corrupção e a demagogia populista de políticos ou magistrados. O Nordeste é maior prova dessa politicalha demagógica e assistencialista. Passam décadas e um dos problemas fundamentais daquela região, a seca, continua insolúvel. Se contabilizarmos, por exemplo, os gatos públicos, nos últimos trinta anos, com o assistencialismo, esses recursos já teriam resolvido o problema da seca e o Nordeste já seria um dos grandes produtores rurais, com o uso da energia eólica e solar. Há mais de trinta anos, uma comitiva de deputados federais visitou Israel, exatamente para conhecer as soluções encontradas para a agricultura em um país plantado num deserto. Um desses deputados, meu amigo, disse que ficou impressionado com o uso racional da água em gotas na agricultura e a dessalinização da água do mar. Acharam genial, mas nada foi feito de concreto. O filósofo chinês, Kuan-Tzu, no século 7 a.C já ensinava:
Quando plantardes para um ano, semeai grão,
Quando plantardes para uma década, plantai uma árvore.
Quando plantardes para a vida, educai o homem.
Se derdes ao homem um peixe, ele se alimentará uma vez.
Se lhe ensinardes a pescar, ele se alimentará a vida inteira...
Hammed, no livro As dores da alma (Catanduva, SP: Boa Nova, 1998, p. 205), identifica magistralmente o perfil de inúmeros homens públicos nas áreas religiosa, política, profissional, esportiva, filantrópica, de lazer e outras tantas, derivado de uma “aspiração de dominar” ou de um “sentimento de onipotência”:
A necessidade de poder e de prestígio desmedidos que encontramos em inúmeros homens públicos nas áreas religiosa, política, profissional, esportiva, filantrópica, de lazer e outras tantas, deriva de uma “aspiração de dominar” ou de um “sentimento de onipotência”, com o que tentam contrabalançar emocionalmente o complexo de inferioridade que desenvolveram na fase infantil.
Encontramos esses indivíduos nas lutas partidárias, em que, só aparentemente, buscam a igualdade dos “direitos humanos”, prometem a “valorização da educação”, asseguram a melhoria da “saúde da população” e a “divisão de terras e rendas”. Sem ideais alicerçados na busca sincera de uma sociedade equânime e feliz, procuram, na realidade, compensar suas emoções de inveja mal elaboradas e guardadas desde a infância, difícil e carente, vivida no mesmo ambiente de indivíduos ricos e prósperos.
Tanto é verdade que a maioria desses “defensores do povo”, quando alcança os cumes sociais e do poder, esquece-se completamente das suas propostas de justiça e igualdade.
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domingo, 4 de novembro de 2018

Capitalismo x comunismo: democracia x ditadura


Quando Jango (João Goulart) assumiu a Presidência da República, em 1961, em substituição ao presidente renunciante, Jânio Quadros, nos meus 25 anos de idade, liguei-me ideologicamente ao trabalhismo brasileiro, inicialmente, ao Partido Trabalhista Nacional (PTN) e, em seguida, ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), do qual desliguei-me em 1966. Mero afiliado, sem qualquer expressão política, na minha terra natal, Cantagalo, no antigo Estado do Rio de Janeiro, quando a capital era Niterói.
Encantei-me com o socialismo, com Che Guevara, Fidel, Miguel Arrais e outros líderes da esquerda brasileira, em tempos da mídia somente impressa. Naquela época, não li nada sobre o presídio La Cabana, em Cuba, onde o médico e burguês Ernesto Che Guevara, argentino de nascimento, durante os cinco meses em que esteve à frente da prisão, foi responsável por ter comandado centenas de execuções sumárias dos que pensavam diferente dos “revolucionários” liderados por Fidel Castro.
Nunca li Marx, mas lia os principais teóricos do socialismo à brasileira.
Entre 1963 e 1966, ministrei a disciplina Organização Social e Política Brasileira (OSPB), para a 4ª série do antigo Ginasial, no Ginásio de Cantagalo, da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC). Por causa das minhas tendências ao socialismo, uma das alunas resolveu denunciar-me como “subversivo” ao então Juiz de Direito da Comarca de Cantagalo, dr. Flavio Luiz Pinaud, um dos proeminentes juízes da Justiça fluminense. Não sei como terminou o processo, mas não fui julgado, condenado, preso ou torturado. Restou apenas a desilusão.
Quando a esquerda brasileira tomou o rumo do terrorismo, do assalto a bancos e residências, sequestros, eu vi e senti que aquela não poderia ser a minha ideologia, a minha filosofia de vida. Saí da vida política como entrei, na obscuridade. Fui cuidar da minha vida. Ingressei definitivamente no Espiritismo e descobri que a reforma ou revolução é interior. Não se muda uma pessoa, uma nação ou o mundo pela violência, terrorismo ou guerra. A mudança deve ocorrer primeiramente em cada ser humano. É interior. O amor e a paz interiores irradiam esses sentimentos em torno de cada um de nós e transforma-se em uma onda, que vai envolvendo a nossa família, o bairro, a cidade, o estado, a nação, o mundo. Uma jornada de milênios. Não se luta contra a guerra, contra o comunismo. Luta-se pela democracia, sem adjetivação. E o capitalismo liberal tem demonstrado ser o melhor caminho da paz e da prosperidade.
É no mínimo incongruência quando figuras notórias das artes no Brasil mudam-se para os Estados Unidos (Miami à frente), França (Paris em especial) ou Reino Unido (Londres de preferência), como Wagner Moura, Chico Buarque e outros “menos votados” e assinam manifesto a favor do comunismo lulopetista, representado, nas eleições de outubro, por  Fernando Haddad, uma vez que o guru deles está na cadeia, condenado por corrupção no exercício do cargo de presidente da República. Por que não mudaram para a Venezuela, bem mais perto, Cuba ou, até mesmo, a Coreia do Norte que sofrem o mesmo regime político que eles querem para o Brasil? Ditaduras comunistas da miséria, da pobreza, que humilha o ser humano e destrói a família. Por quê? Porque eles são clientes da “Bolsa Rouanet” e similares e mamaram fartamente nas tetas do Estado durante os governos petistas. No capitalismo eles vivem em liberdade, ganham em dólares ou euros e não no desvalorizado real. Lá não há inflação. Aqui, o lulopetismo deixou uma inflação crônica, milhões de desempregados, aviltou a escola pública, básica ou superior, com a estabilidade e a impunidade de “professores” que não ensinam, mas catequizam seu alunos, que não pagam mensalidades, mas pagam com a perda de sua liberdade de pensar, de aprender e de agir.
A maior prova de que o comunismo não leva ao desenvolvimento de uma nação veio logo após a 2ª grande guerra mundial: a divisão da Alemanha, com uma população da mesma raça ariana, incluindo os judeus. A Alemanha foi dividida em dois países: a Alemanha Oriental, sob a espada do comunismo soviético; a Alemanha Ocidental, sob o manto do capitalismo norte-americano e de outros países ocidentais. Setenta anos depois, derruba-se o muro de Berlim e o mundo conhece a realidade das duas alemanhas: a Oriental com a pobreza, uma infraestrutura arrasada; a Ocidental em pleno desenvolvimento, uma das maiores economias do planeta. Reunida novamente, em 2018, a Alemanha é a quarta potência mundial, com taxa de juros zero. Cuba está bem distante, ostentando o vergonhoso 80º lugar. O comunismo levou a Venezuela de país de maior renda per capita da América Latina à ruína, em 2018. A Coreia do Norte ou República “Popular Democrática” da Coreia partiu de uma base industrial altamente desenvolvida para uma posição ridícula em plano mundial, exibindo o vergonhoso salário mensal para US$ 47.00, ou R$ 180,00, convertido ao Real, em 4 de novembro de 2018.

Vamos, agora, torcer para que o novo presidente, Jair Bolsonaro, possa iniciar uma etapa de desenvolvimento socioeconômico para Brasil, uma caminhada de décadas, neste século 21. Ele pode abrir o caminho para o Brasil de capitalismo liberal, tendo o Estado mínimo como moderador. Essa a meta.
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