Às 18h todos saberemos o resultado da eleição presidencial. Jair
Bolsonaro? É possível, pelas pesquisas sérias divulgadas na última sexta-feira,
26.
Bolsonaro vai dirigir um país arrasado, aparelhado e subjugado pelos
governos petistas – Lula, Dilma e Temer. Como? Temer não é do PT? É do MDB ou
PMDB! Não tenha memória tão curta: Temer foi eleito como vice na chapa da dona
Dilma, numa aliança espúria PT-PMDB. É, portanto, a continuidade da finada era
lulopetista. Os serviços públicos em péssimas condições de oferta e uso pelo
cidadão e um desgoverno em completa decadência.
Planejar é preciso, com metas reais, monitoradas e reavaliadas por uma
equipe multidisciplinar da absoluta confiança do Presidente. Desse plano
estratégico deve surgir um plano emergencial, que revele o Bolsonaro que o
Brasil precisa: decisões claras e enérgicas, para “colocar o país nos eixos”.
Sou apenas um cidadão, com 82 anos de idade. Entrei na política, nos anos
50, com Getúlio Vargas na Presidência. Após o suicídio de Getúlio, assumiu o
vice Café Filho, substituído em sequência por Carlos Luz e Nereu Ramos, até ser
eleito Juscelino Kubitschek, em 1954,
e, em sequência, Jânio Quadros – aquele que disse que poderia fechar o STF com
um cabo e dois soldados –, João Goulart, o parlamentarismo, o golpe de 64, o
general Castelo Branco e os seus sucessores no regime militar; a abertura
democrática, Sarney, Collor, Itamar, FHC, a reeleição, Lula, Dilma e Temer. Da
chamada “abertura democrática” até os dias de hoje, passados 33 anos, o Brasil
conseguiu a duras penas acabar com a reserva de mercado, abrir o Brasil para o
comércio mundial, privatizar alguns monstros sagrados da bandeira comunista, mas
aos poucos, a miséria e a pobreza foram aumentando e, com isso, o
assistencialismo demagógico da erra lulopetista, que termina em 31 de dezembro
próximo.
Jair Bolsonaro é uma esperança. A partir
de 1º de janeiro começaremos a saber ao que veio. E a esperança é que seja um
governo democrático e empreendedor, gerando empregos e içando da miséria e da
pobreza milhões de brasileiros marginalizados da educação, da saúde e dos bens
mínimos para uma vida digna.
O Congresso Nacional e o STF podem ser um
obstáculo ao desenvolvimentismo. É uma incógnita. É “pagar pra ver”.
Como cidadão, tenho algumas recomendações para quem não me pediu: Bolsonaro
cuidado com parentes e amigos de última hora e os “parças”. Jamais nomeie
alguém que não possa ser demitido em latim – ad nutum.
O presidente da República que faz a diferença governa o país para todos,
indiscriminadamente. Honestidade é obrigação, como o próprio Bolsonaro não
cansa de afirmar.
Reduzir drasticamente a quantidade de ministérios é compromisso de
campanha e deve ser colocado em prática. Não pode fazer como o presidente
Temer, reduz meia dúzia e depois volta com tudo.
A meritocracia deve imperar na escolha de ministros, lideranças no
Congresso Nacional, na PGR e, quando houver vaga, nos tribunais federais. O
cargo mais adequado para o juiz Sérgio Moro é o de procurador geral da
República, mais à frente, de ministro do STF.
Na reestruturação dos ministérios, basta de fragmentação! A educação, a
cultura, a ciência e tecnologia devem compor um só ministério. Um ministério do
desenvolvimento econômico deve ser integrado pela agricultura, indústria e
comércio. São exemplos mais gritantes.
Quando Leonel Brizola assumiu o governo do Estado do Rio, dividiu a área
de segurança. Perguntado se essa fragmentação não seria prejudicial às ações
contra o crime, ele afirmou categoricamente: eu sou o comandante e asseguro que
isso não vai acontecer. Mas aconteceu. E o resultado, ainda em andamento, é a
criminalidade que assola o Grande Rio. Brizola não está mais aqui, mas os
resultados de sua irresponsabilidade geraram a impunidade na Cidade
Maravilhosa.
Simplificar, descomplicar, desburocratizar é a melhor forma de combater a
corrupção, ao lado do Estado mínimo, que garanta serviços públicos eficientes e
eficazes: educação, saúde, transporte e segurança. O resto é cabide de emprego.
Vejam as estatais criadas na gestão do PT e que não administram nada.
O BNDES deve ser entregue a um economista que tenha sensibilidade para a sustentabilidade
social. É um banco de desenvolvimento econômico e social. Não pode
financiar projetos bilionários, com os recursos do FGTS, que não tenham por
objetivo criar novos empregos e distribuir riqueza. No Brasil. Cuba, Venezuela
e outros menos votados devem gerar sua própria riqueza, embora seja impossível
com os regimes de miséria adotados. Antes de tudo, o Nordeste, a seca, o
emprego.
O Bolsa Família tem que sofrer uma limpeza radical para eliminar políticos
municipais e seus comparsas do uso desavergonhado dessa esmola federal. Já
dizia o filósofo de Exu, Luiz Gonzaga, o Rei do Baião: "Uma esmola,
para o homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão".
Emprego e renda são a saída para erradicar a miséria e a pobreza. A esmola deve
ser emergencial, com um programa voltado para a qualificação dos beneficiários
em atividades profissionais possíveis no local ou região. O incentivo à criação
de cooperativas de produção pode ser uma das saídas.
São dicas amadoras e inocentes que,
certamente, os profissionais da política vão rejeitar.
Sucesso, Presidente!¨
PS-1. O Jornal Nacional de ontem,
sábado, 27, apresentou um retrospecto das atividades dos candidatos Bolsonaro e
Haddad na semana finda. Com a parcialidade de sempre, nas barbas do TSE, dedicou
mais tempo ao discurso de Haddad do que às passeatas, em particular as de
domingo, 21, e às falas do Bolsonaro,
impedido de ir à ruas pelo criminoso atentado político que sofreu em Juiz de
Fora.
PS2- O ex-ministro do Supremo Tribunal
Federal, Joaquim Barbosa, declarou, neste sábado, o seu voto a Haddad. Memória
curta. Ele se esqueceu do mensalão...
¨¨¨

