André Luiz, em um dos capítulos do livro Os Mensageiros – Máquina divina –,
transmitido, em 1944, ao
divino médium Chico Xavier (Rio de Janeiro: Federação Espírita
Brasileira, 2003, págs. 301/305), apresenta a extraordinária mente humana, por
meio de aulas do seu instrutor, Aniceto, da comunidade Nosso Lar, localizada em
alguma dimensão de nosso planeta.
A equipe, liderada pelo Espírito Aniceto, está atuando na desencarnação
de um homem agonizante, com presumíveis sessenta anos de idade, há muitos dias
em coma, preso nas teias do apego ao corpo físico.
Por
recomendação de Aniceto, André Luiz concentrou seu poder magnético para observar
o moribundo com atenção. Assombrado, verificou que, “bem no centro do crânio,
havia um foco de luz mortiça, candelabro aceso às ondulações brandas do vento”.
Esse foco de luz enchia toda a região encefálica.
Aniceto
esclarece que a luz que André Luiz observa “é a mente, para cuja definição
essencial não temos, por agora, conceituação humana”. E amplia a sua informação
sobre a mente humana:
–
Você está vendo a máquina divina, formada pelo molde espiritual preexistente. O
corpo do homem encarnado é um tabernáculo e uma bênção. Nesta hecatombe
angustiosa de uma existência, pode você reparar que todos os movimentos do
corpo estão subordinados à administração da mente. O organismo vivo representa
uma conquista laboriosa da Humanidade terrestre, no quadro de concessões do
Eterno Pai. Cada órgão é um departamento autônomo na esfera celular,
subordinado ao pensamento do homem. Cada glândula é um centro de serviços
ativos. Há muita afinidade entre o corpo físico e a máquina moderna. São ambos
impulsionados pela carga de combustível, com a diferença de que no homem a
combustão química obedece ao senso espiritual que dirige a vida organizada. É
na mente que temos o governo dessa usina maravilhosa. Não possuímos, aí, tão
somente o caráter, a razão, a memória, a direção, o equilíbrio, o entendimento;
mas, também, o controle de todos os fenômenos da expressão corpórea. Na sede
mental e, consequentemente, no cérebro, temos todos os registros de
distribuição dos princípios vitais aos núcleos celulares, inclusive a água e o
açúcar. Os centros metabólicos são grandes oficinas de trabalho incessante. A
mente humana, ainda que indefinível pela conceituação científica limitada, na
Terra, é o centro de toda manifestação vital no planeta. Cada órgão, cada
glândula integra o quadro de serviço da máquina sublime, construída no molde
sutil do corpo espiritual preexistente e, por isso mesmo, chegará o tempo em
que a ciência reconhecerá qualquer abuso do homem como ofensa causada a si
mesmo. A usina humana é repositório de forças elétricas de alto teor construtivo
ou destrutivo. Cada célula é minúsculo motor, trabalhando ao impulso mental”.
O Espírito Emmanuel, em 1958,
ditou ao mensageiro divino, Chico Xavier, o livro Pensamento e vida (Rio
de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1980), que pode muito bem ser
“traduzido” para Pensamento é
vida. Na apresentação do seu pequeno grande livro Emmanuel afirma que “o
nosso pensamento cria a vida que procuramos, através do reflexo de nós mesmos,
até que nos identifiquemos, um dia, no curso dos milênios, com a Sabedoria
Infinita e com o Infinito Amor, que constituem o Pensamento e a Vida de Nosso
Pai”. E, no primeiro capítulo descortina a verdadeira função da mente humana
(p. 11): “A mente é o espelho da vida em toda parte. Ergue-se
na Terra para Deus, sob a égide do Cristo, à feição do diamante bruto, que,
arrancado ao ventre obscuro do solo, avança, com a orientação do lapidário,
para a magnificência da luz. Nos seres primitivos, aparece sob a ganga do
instinto, nas almas humanas surge entre as ilusões que salteiam a inteligência,
e revela-se nos Espíritos Aperfeiçoados por brilhante precioso a retratar a
Glória Divina. Estudando-a de nossa posição espiritual, confinados que nos
achamos entre a animalidade e a angelitude, somos impelidos a interpretá-la
como sendo o campo de nossa consciência desperta, na faixa evolutiva em que o
conhecimento adquirido nos permite operar. Definindo-a por espelho da vida,
reconhecemos que o coração lhe é a face e que o cérebro é o centro de suas
ondulações, gerando a força do pensamento que tudo move, criando e
transformando, destruindo e refazendo para acrisolar e sublimar”.
Nem sempre estamos atentos à nossa força mental, ao seu alcance, à
lei da atração. Orai e vigiai. Vigiar, disciplinar a nossa capacidade mental
para a atração do amor, da paz, da saúde, da caridade, da generosidade é a
nossa tarefa, neste e nos outros planos de vida, a cada dia, o dia todo.
PENSAMENTO É VIDA! ▲
