sábado, 25 de janeiro de 2020

Mente: máquina divina



André Luiz, em um dos capítulos do livro Os Mensageiros Máquina divina, transmitido, em 1944, ao divino médium Chico Xavier (Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2003, págs. 301/305), apresenta a extraordinária mente humana, por meio de aulas do seu instrutor, Aniceto, da comunidade Nosso Lar, localizada em alguma dimensão de nosso planeta.
A equipe, liderada pelo Espírito Aniceto, está atuando na desencarnação de um homem agonizante, com presumíveis sessenta anos de idade, há muitos dias em coma, preso nas teias do apego ao corpo físico.
Por recomendação de Aniceto, André Luiz concentrou seu poder magnético para observar o moribundo com atenção. Assombrado, verificou que, “bem no centro do crânio, havia um foco de luz mortiça, candelabro aceso às ondulações brandas do vento”. Esse foco de luz enchia toda a região encefálica.
Aniceto esclarece que a luz que André Luiz observa “é a men­te, para cuja definição essencial não temos, por agora, conceituação humana”. E amplia a sua informação sobre a mente humana:
– Você está vendo a máquina divina, formada pelo molde espiritual preexistente. O corpo do homem encarnado é um tabernáculo e uma bênção. Nesta hecatombe angustiosa de uma existência, pode você reparar que todos os movimentos do corpo estão subordina­dos à administração da mente. O organismo vivo representa uma conquista laboriosa da Humanidade terrestre, no quadro de concessões do Eterno Pai. Cada órgão é um departamento autônomo na esfera celular, subordinado ao pensamento do ho­mem. Cada glândula é um centro de serviços ativos. Há muita afinidade entre o corpo físico e a máquina moderna. São ambos impulsionados pela carga de combustível, com a diferença de que no homem a combustão química obedece ao senso espiritual que dirige a vida organizada. É na mente que temos o governo dessa usina maravilhosa. Não possuímos, aí, tão somente o caráter, a razão, a memória, a direção, o equilíbrio, o entendimento; mas, também, o controle de todos os fenômenos da expressão corpórea. Na sede mental e, consequentemente, no cérebro, temos todos os registros de distribuição dos princípios vitais aos núcleos celula­res, inclusive a água e o açúcar. Os centros metabólicos são gran­des oficinas de trabalho incessante. A mente humana, ainda que indefinível pela conceituação científica limitada, na Terra, é o centro de toda manifestação vital no planeta. Cada órgão, cada glândula integra o quadro de serviço da máquina sublime, construída no molde sutil do corpo espiritual preexisten­te e, por isso mesmo, chegará o tempo em que a ciência reconhe­cerá qualquer abuso do homem como ofensa causada a si mesmo. A usina humana é repositório de forças elétricas de alto teor cons­trutivo ou destrutivo. Cada célula é minúsculo motor, trabalhando ao impulso mental”.
O Espírito Emmanuel, em 1958, ditou ao mensageiro divino, Chico Xavier, o livro Pensamento e vida (Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1980), que pode muito bem ser “traduzido” para Pensamento é vida. Na apresentação do seu pequeno grande livro Emmanuel afirma que “o nosso pensamento cria a vida que procuramos, através do reflexo de nós mesmos, até que nos identifiquemos, um dia, no curso dos milênios, com a Sabedoria Infinita e com o Infinito Amor, que constituem o Pensamento e a Vida de Nosso Pai”. E, no primeiro capítulo descortina a verdadeira função da mente humana (p. 11): “A mente é o espelho da vida em toda parte. Ergue-se na Terra para Deus, sob a égide do Cristo, à feição do diamante bruto, que, arrancado ao ventre obscuro do solo, avança, com a orientação do lapidário, para a magnificência da luz. Nos seres primitivos, aparece sob a ganga do instinto, nas almas humanas surge entre as ilusões que salteiam a inteligência, e revela-se nos Espíritos Aperfeiçoados por brilhante precioso a retratar a Glória Divina. Estudando-a de nossa posição espiritual, confinados que nos achamos entre a animalidade e a angelitude, somos impelidos a interpretá-la como sendo o campo de nossa consciência desperta, na faixa evolutiva em que o conhecimento adquirido nos permite operar. Definindo-a por espelho da vida, reconhecemos que o coração lhe é a face e que o cérebro é o centro de suas ondulações, gerando a força do pensamento que tudo move, criando e transformando, destruindo e refazendo para acrisolar e sublimar”.
Nem sempre estamos atentos à nossa força mental, ao seu alcance, à lei da atração. Orai e vigiai. Vigiar, disciplinar a nossa capacidade mental para a atração do amor, da paz, da saúde, da caridade, da generosidade é a nossa tarefa, neste e nos outros planos de vida, a cada dia, o dia todo.
PENSAMENTO É VIDA!